Coronel Sapucaia
Após meses ociosos, ambulâncias começam a substituir viaturas antigas
Mudança de finalidade evita devolução ao Ministério da Saúde e renova frota do Samu
GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS
A Prefeitura de Campo Grande colocou em operação, na tarde desta terça-feira (20), seis ambulâncias do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) após mudar a finalidade dos veículos, que ficaram parados por meses por falta de equipes, estrutura e recursos, na Capital, nesta semana.
Com a decisão, cinco ambulâncias passaram a substituir viaturas antigas da frota em uso. A sexta foi destinada à Base Centro, com previsão de reforço no atendimento na região central da cidade. Os veículos já atendem chamados da população.
Segundo a prefeitura, a ativação das ambulâncias segue critérios técnicos e operacionais definidos pelo Ministério da Saúde. Atualmente, o Samu atua em diferentes regiões de Campo Grande, mantém uma unidade em Anhanduí e conta com uma equipe de motolância.
As unidades de urgência chegaram ao município entre dezembro de 2024 e abril de 2025, por doação do Ministério da Saúde. Do total recebido, seis viaturas tinham como objetivo inicial ampliar o número de equipes do Samu, enquanto outras seis serviriam para a renovação da frota existente.
Conforme já publicado pela reportagem, a ampliação do serviço não ocorreu por falta de profissionais, infraestrutura e recursos financeiros. Sem a mudança de finalidade, os veículos destinados à expansão permaneceriam ociosos, mesmo novos e aptos para uso imediato.
O Ministério da Saúde estabelece prazo máximo de 90 dias para que ambulâncias doadas entrem em operação após o recebimento. O descumprimento pode levar à devolução das viaturas e dos recursos repassados, com correção monetária.
Para evitar esse risco, o já extinto Conselho Municipal de Saúde aprovou, em novembro do ano passado, uma deliberação em caráter emergencial, em decisão “ad referendum', que autorizou a mudança de finalidade das ambulâncias. A confirmação formal ocorreu em reunião posterior do colegiado.
Enquanto a situação permanecia indefinida, a prefeitura manteve a locação de cinco ambulâncias para garantir o funcionamento do Samu. O custo mensal da locação chegou a R$ 71,4 mil.
Os gastos com veículos alugados entraram na apuração do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), já que ambulâncias novas permaneciam paradas no município.
Na ocasião, a administração municipal afirmou que a locação teve caráter temporário e buscou evitar prejuízo ao atendimento à população. Com a entrada em operação das viaturas doadas, o município passa a utilizar ambulâncias próprias na estrutura do serviço.



