• Quarta, 21 de Janeiro de 2026

Projeto leva cultivo de 2 mil hortas para comunidades indígenas de MS

Os quintais produtivos serão implantados com foco na diversificação alimentar e produção contínua de alimentos

JUDSON MARINHO / CAMPO GRANDE NEWS


Comunidade indígena executando o projeto de quintais produtivos da Agraer (Foto: Setescc / Divulgação)

A UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) em parceria com a SEC (Secretaria de Estado da Cidadania) vão executar um projeto que prevê a implantação de 2 mil quintais produtivos em 19 comunidades indígenas, distribuídas em 13 municípios do Estado.

O projeto visa a contar com um novo reforço para a produção de alimentos saudáveis. nas comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul, que historicamente são impactadas por insegurança alimentar, má nutrição e aumento de doenças crônicas como hipertensão e diabetes.

  • Leia Também
  • Demarcação de rios federais começa pelo Pantanal com participação popular
  • Professor acusado de abusos em escola indígena foi absolvido por falta de provas

A iniciativa busca enfrentar um cenário marcado pelo acesso limitado a alimentos frescos para famílias numerosas que possuem dependência recorrente de cestas básicas, fatores que comprometem a autonomia alimentar e econômica dessas populações.

De acordo com a SEC, o projeto será executado nos municípios de Antônio João, Bela Vista, Dourados, Juti, Laguna Carapã, Caarapó, Maracaju, Tacuru, Paranhos, Aquidauana, Brasilândia, Miranda e Nioaque, contemplando diferentes regiões do Estado.

Será investido no projeto o valor de R$ 564 mil provenientes de recursos do Governo do Estado.

A definição das comunidades e das etnias atendidas será feita por meio de mapeamento social e territorial, em articulação com lideranças indígenas e órgãos parceiros.

Os quintais produtivos, serão implantados com foco na diversificação alimentar e na produção contínua ao longo do ano. O projeto prevê o cultivo de culturas de ciclo curto, médio e perene, escolhidas de forma participativa com as famílias atendidas.

Entre os alimentos previstos estão feijão, milho, mandioca, batata-doce, abobrinha, quiabo, maxixe, melancia e amendoim, além de frutíferas como banana, mamão, abacaxi e acerola.

O manejo será orientado para sistemas produtivos diversificados e consorciados, que permitem melhor aproveitamento do espaço, aumento da qualidade nutricional da alimentação e maior sustentabilidade ao longo do tempo.

A implantação dos quintais começa a acontecer ainda neste mês de janeiro e envolverá uma série de ações práticas junto às comunidades, incluindo:

  • Seleção e mobilização das famílias prioritárias;

Seleção e mobilização das famílias prioritárias;

  • Capacitação em preparo do solo, plantio, irrigação, manejo e colheita;

Capacitação em preparo do solo, plantio, irrigação, manejo e colheita;

  • Orientações técnicas para organização dos espaços produtivos;

Orientações técnicas para organização dos espaços produtivos;

  • Acompanhamento contínuo para garantir produtividade, sustentabilidade e continuidade das hortas.

Acompanhamento contínuo para garantir produtividade, sustentabilidade e continuidade das hortas.

De acordo com os coordenadores, a metodologia também valoriza os conhecimentos tradicionais indígenas, integrando saberes locais às técnicas de produção agroecológica.

Focos do projeto - Neste primeiro momento, o projeto terá como foco exclusivo a subsistência alimentar das famílias em situação de maior vulnerabilidade social, especialmente aquelas cadastradas em programas sociais e que recebem cestas básicas.

A possibilidade de comercialização poderá ser avaliada futuramente, caso haja excedente de produção.

Nesse cenário, a venda local, a troca solidária entre famílias ou o fornecimento para programas institucionais poderão ser considerados, respeitando o interesse e a realidade de cada comunidade.

A expectativa da secretaria de cidadania é beneficiar diretamente cerca de 2 mil famílias indígenas.

A UFMS atuará como parceira e convenente na execução do projeto, ficando responsável pela capacitação técnica das famílias e pelo apoio direto à produção. A universidade também participará da aquisição de insumos e do acompanhamento técnico para garantir produtividade sustentável e de longo prazo.

Já a SEC será responsável pela coordenação institucional, articulação com as comunidades, acompanhamento da execução e gestão administrativa. Os recursos aplicados na iniciativa são integralmente provenientes da Secretaria de Estado da Cidadania.



Ao utilizar nossos serviços, você aceita a política de monitoramento de cookies.
Para mais informações, consulte nossa política de cookies.