• Quarta, 21 de Janeiro de 2026

Militar do Exército e atendente estão entre presos por fraude de R$ 4 milhões

Grupo simulava vendas com cartões de crédito e antecipava valores; um dos alvos foi detido em flagrante

GABI CENCIARELLI / CAMPO GRANDE NEWS


Movimentação de advogados na sede da Garras durante operação (Foto: Henrique Kawaminami)

Foram identificados os quatro integrantes presos durante a operação Chargeback, deflagrada pela Polícia Civil contra uma quadrilha que simulava vendas com cartões de crédito para antecipar valores junto a instituições financeiras. O esquema, segundo a investigação, causou prejuízo superior a R$ 4 milhões ao longo de quase três anos.

Foram presos Breno Maurício da Costa Bueno, João Pedro Ferreira Barbosa, Jackson Pinheiro Lopes e Maykon Furtado da Costa dos Santos. Breno atua como atendente de cozinha, João Pedro é militar do Exército e Jackson não teve a ocupação informada pela polícia.

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Contra Breno, Jackson e João Pedro havia mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça. Já no caso de Maykon, a Polícia Civil cumpria apenas mandado de busca e apreensão, mas ele acabou preso em flagrante após os investigadores encontrarem uma arma de fogo e munições dentro da casa onde mora, no bairro Buriti, em Campo Grande. Ainda foi divulgado um quinto preso pela operação, que não teve o nome divulgado.

A investigação aponta que o grupo utilizava máquinas de cartão vinculadas a empresas de fachada para simular compras com cartões próprios, de comparsas ou de terceiros. Após as transações, os criminosos solicitavam a antecipação dos valores aos bancos e desapareciam antes que o verdadeiro dono do cartão percebesse o golpe e pedisse o estorno.

Ainda conforme a Polícia Civil, o dinheiro obtido com as fraudes era usado na compra de imóveis e veículos, como forma de ocultar a origem ilícita dos valores.

Antecedente - Maykon Furtado da Costa dos Santos já responde a processo criminal por porte ilegal de arma de fogo. Em 2021, ele foi preso em flagrante em Ponta Porã após ser abordado durante fiscalização da PRF (Polícia Rodoviária Federal), quando transportava uma submetralhadora calibre 9 milímetros escondida em um compartimento oculto no painel de um veículo.

Na ocasião, segundo a denúncia do Ministério Público, ele teria admitido que sabia da existência da arma e que receberia pagamento pelo transporte do armamento.

Operação Chargeback - Na operação desta terça-feira (20), além das prisões, a polícia cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em bairros da Capital e determinou o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 2 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados. Também foram apreendidas máquinas de cartão, dezenas de cartões de crédito, celulares, computadores, um veículo importado e uma pistola com numeração adulterada.

As investigações seguem para apurar se há outros envolvidos no esquema.

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