Coronel Sapucaia
MS tem 3ª menor taxa de casa própria quitada no país
Conforme dados do IBGE divulgados hoje, o aluguel também cresceu no Estado e representa 27% dos domicílios
MYLENA FRAIHA / CAMPO GRANDE NEWS
Mato Grosso do Sul tem a terceira menor proporção de moradores vivendo em imóveis próprios já quitados no país, segundo dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua 2025, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (17). O indicador revela uma mudança no perfil habitacional do Estado, marcada pela redução da casa própria totalmente paga e pelo avanço do aluguel.
De acordo com a pesquisa, 51,7% dos domicílios sul-mato-grossenses são próprios e quitados, o equivalente a cerca de 554 mil unidades. Outros 9,6% (103 mil) ainda estão em processo de pagamento. Já os imóveis alugados somam 27,2% (292 mil), enquanto 11,1% (119 mil) são cedidos. Há ainda uma pequena parcela, de 0,3%, em outras condições de ocupação, como invasões.
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O crescimento do aluguel é um dos principais destaques do levantamento. Entre 2024 e 2025, essa categoria teve alta de 8,1%, com acréscimo de 22 mil domicílios. Em uma série histórica mais ampla, o movimento é ainda mais evidente: desde 2016, o número de imóveis alugados saltou de 175 mil para 292 mil — aumento de 66,9%.
No mesmo período, a proporção de casas próprias quitadas caiu de 59,4% para os atuais 51,7%, indicando uma tendência de maior dificuldade de acesso à moradia definitiva ou mudança no comportamento das famílias.
Apesar disso, o Estado mantém um nível elevado de regularização fundiária. Em 2025, 91,9% dos domicílios possuíam documentação comprobatória de propriedade, embora o índice tenha caído no ranking nacional, passando da 4ª para a 7ª posição.
Infraestrutura das moradias - Os dados do IBGE também mostram que, apesar da redução da casa própria quitada, a qualidade das moradias em Mato Grosso do Sul permanece elevada em diversos aspectos.
A maioria das residências (91,2%) possui paredes de alvenaria com revestimento, enquanto 6,2% são de alvenaria sem revestimento e apenas 2,4% utilizam madeira apropriada para construção. O uso de materiais mais duráveis cresceu ao longo dos anos — em 2016, esse índice era de 86,7%.
No acesso a serviços básicos, o Estado se destaca nacionalmente. Cerca de 92% dos domicílios estão ligados à rede geral de distribuição de água, o que coloca Mato Grosso do Sul na 4ª posição no ranking brasileiro.
No preparo de alimentos, o gás ainda é predominante, presente em 98,2% das casas. No entanto, a energia elétrica vem ganhando espaço: o número de domicílios que utilizam esse recurso cresceu 89,8% em dez anos, passando de 235 mil em 2016 para 446 mil em 2025.
Bens e transporte - A pesquisa também traça um panorama do acesso a bens duráveis e meios de transporte. Em Mato Grosso do Sul, 99,2% dos domicílios possuem geladeira, um dos maiores índices do país.
Em relação à mobilidade, 60,2% das residências têm automóvel, 34,3% possuem motocicleta e 21,5% contam com ambos. O Estado aparece entre os que têm maior presença combinada de carro e moto, ocupando a 4ª posição nacional nesse indicador.
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