• Segunda, 20 de Abril de 2026

Duas figueiras centenárias da Mato Grosso são removidas após avaliação técnica

A quadra da Avenida Mato Grosso, entre as ruas 14 de Julho e 13 de Maio, foi interditada nos dois sentidos

VIVIANE OLIVEIRA E GENIFFER VALERIANO / CAMPO GRANDE NEWS


Quadra entre as ruas 13 de Maio e 14 de Julho foi interditada para remoção das árvores (Foto: Geniffer Valeriano)

Duas figueiras centenárias começaram a ser removidas na manhã desta segunda-feira (20) na Avenida Mato Grosso, em Campo Grande, em frente ao Colégio Dom Bosco, após avaliação técnica que apontou risco e comprometimento estrutural das árvores. A quadra da via, entre as ruas 14 de Julho e 13 de Maio, foi interditada nos dois sentidos, com atuação da Guarda Civil Metropolitana para organização do tráfego.

Conforme Alexandre Lacerdes, da empresa Esfera Locações, terceirizada responsável pela manutenção arbórea do município, a Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana) enviou um fiscal ao local, que constatou que três figueiras estavam condenadas. Nesta etapa, no entanto, apenas duas serão removidas, enquanto a terceira ficará para uma data posterior.

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Lacerdes explicou que as árvores vinham sendo acompanhadas há algum tempo, com realização de podas e retirada de galhos secos, mas que as intervenções não foram suficientes para evitar a remoção.

Segundo ele, o principal problema está relacionado ao canteiro onde as árvores estão plantadas, que não oferece condições adequadas para o desenvolvimento das raízes. “O espaço não permite a absorção necessária de nutrientes. Aqui, as raízes acabam crescendo para cima por falta de espaço, o que compromete toda a estrutura da árvore', afirmou.

O responsável destacou ainda que situações semelhantes não são observadas em outras regiões da cidade, como na Avenida Afonso Pena, onde as árvores apresentam melhor desenvolvimento. “Aqui, elas vão se deteriorando cada vez mais por conta das condições do canteiro', completou.

Os trabalhos de remoção começaram por volta das 6h e devem seguir até o meio-dia. Segundo a empresa, já foi realizada uma viagem de material triturado e estão previstas ao menos quatro viagens de caminhão com troncos e resíduos vegetais.

Ainda de acordo com Lacerdes, não há previsão de novas remoções além das três figueiras já avaliadas. Ele informou também que, no ano passado, foi realizado tratamento para tentar preservar as árvores, mas a degradação avançada impossibilitou a recuperação.

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