Coronel Sapucaia
Com seca no sul, só 41% das lavouras são consideradas boas e venda cai
Comercialização e preço da soja recuam 8,3% em um ano no Estado
GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS
A estiagem que atingiu mais de 640 mil hectares de lavouras no sul de Mato Grosso do Sul derrubou para 41,2% o índice de áreas em boas condições, reduziu a comercialização da safra de soja para 42,5% e pressionou o mercado, com queda anual de 8,3% no preço da saca, segundo dados do boletim técnico divulgado pela Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho), com informações consolidadas até o dia 13.
Os números mostram que a região sul concentra hoje o cenário mais delicado entre as áreas produtoras do Estado. Além dos 41,2% de lavouras classificadas como boas, outras 44,2% aparecem como regulares e 14,6% foram enquadradas na condição ruim. O quadro reflete os efeitos da seca registrada entre janeiro e fevereiro, período marcado por veranicos prolongados e temperaturas elevadas.
Os maiores prejuízos se concentram em municípios estratégicos para a produção de grãos, como Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Amambai. Em algumas localidades, a falta de chuva persistiu por mais de 20 dias, o que comprometeu o enchimento dos grãos e reduziu o potencial produtivo das lavouras.
O boletim mostra que, em dezembro do ano passado, mais de 75% das áreas de soja apresentavam boas condições. A virada no clima ao longo do verão alterou esse cenário, principalmente no sul do Estado, onde a seca provocou a piora mais acentuada entre as regiões monitoradas.
No mercado, os reflexos já aparecem no ritmo de vendas. Até 13 de abril, apenas 42,5% da safra 2025/2026 havia sido comercializada em Mato Grosso do Sul. O índice representa queda de 8 pontos percentuais na comparação com o mesmo período da safra anterior, quando o percentual negociado era superior.
A retração coincide com a queda no preço da oleaginosa. A saca de 60 quilos foi cotada, em média, a R$ 110,25 no dia 13 de abril. Em uma semana, a desvalorização foi de 1,07%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a média era de R$ 120,54, a perda chega a 8,3%.
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