• Segunda, 27 de Abril de 2026

Freytes recorre a psicólogo para lidar com vaias da torcida do Fluminense: “Não me faz mais ou menos jogador'

Zagueiro admite erros, destaca apoio de Zubeldía e aposta no trabalho mental para dar a volta por cima

GLOBOESPORTE.COM / JéSSICA MALDONADO


Freytes em treino do Fluminense — Foto: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C. .

Um dos acontecimentos mais certos nesse início de ano no Maracanã, em jogos do Fluminense, era de que o zagueiro Freytes seria vaiado pela torcida em algum momento. Mas, aos poucos, esse cenário vem mudando. O argentino de 26 anos, em alguns lances, até tem sido aplaudido.

Ou seja, ele começa a virar um símbolo de resiliência no Fluminense. Após um início de temporada marcado por falhas em gols sofridos e críticas, o jogador de 26 anos assume erros, se apoia no trabalho mental e, com respaldo interno, começa a dar a volta por cima.

Em entrevista coletiva após a vitória sobre a Chapecoense, nitidamente aberto e sincero, Freytes destacou a confiança do técnico Luis Zubeldía, o suporte recebido dentro do clube e em casa como fundamentais para atravessar o período.

— Não foi um grande problema (receber críticas). Dentro de campo o jogador não pensa, tento focar no meu trabalho. Às vezes tenho erros, às vezes tenho acertos. Mas isso não me faz mais ou menos jogador. Creio e confio que tem que trabalhar, que o mental tem que estar bem . O Millán é um exemplo, acabou de chegar ao Brasil. Tem que continuar trabalhando e querendo o melhor para o Fluminense. O Fluminense é mais que um só jogador. Todo mundo trabalha todos os dias, todos querem ser titulares. Acho que a melhor forma é continuar trabalhando. Por mais que erre, tem que trabalhar mais. Fui criticado por isso. É bom esquecer rede social, tem muita gente que não quer o melhor. Tem que trabalhar e confiar. Fui apoiado pelo Zubeldía, pelos companheiros, pela diretoria... isso me ajudou muito . Tem que trabalhar e querer o melhor para o grupo.

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Internamente e no dia a dia, o zagueiro é um figura querida no Fluminense. Há relatos de que ele é o chamado "jogador bom de grupo" e que se dá bem com todos. Até por esse motivo, há desconforto até dos companheiros pela situação vivida por ele em campo.

Mas, para contornar a situação e busca recuperação, principalmente psicológica, ele revelou que buscou ajuda profissional para lidar com o momento e reforçou a importância do equilíbrio emocional.

— É difícil, são muitas coisas. Tive muito apoio na minha casa, no clube... Não é fácil para nenhum jogador ser criticado e vaiado. Creio que o mais importante é trabalhar. Trabalhei muito junto com meu psicólogo, me ajudou em muitas coisas.

Com mais confiança e respaldo interno, Freytes quer transformar o ambiente ao seu redor no Maracanã. Para ele, a resposta é sempre "trabalho", algo repetido com frequência ao longo da entrevista.

Em 2026, Freytes tem 20 jogos e é um dos jogadores mais utilizados por Zubeldía, atrás apenas do goleiro Fábio e do volante Martinelli.

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