Coronel Sapucaia
Frio de 15°C muda rotina e faz campo-grandense tirar casaco do armário
Neblina, vento e café quente marcaram a manhã de quem precisou sair cedo de casa neste sábado
GABI CENCIARELLI / CAMPO GRANDE NEWS
A chegada da frente fria mudou o cenário de Campo Grande neste sábado (9). Com mínima de 15.3°C, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a Capital amanheceu com neblina, ruas molhadas e muita gente tirando o casaco do armário antes de sair de casa.
Nas ruas, principalmente na região central, quase todo mundo estava agasalhado. Casacos, moletons e mãos nos bolsos dominaram a paisagem logo cedo. O frio, acompanhado da umidade alta e do vento, também deixou a sensação térmica ainda mais baixa durante a manhã.
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A previsão do Inmet é de máxima de 23°C ao longo do dia, mas o tempo continua fechado, com possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas isoladas.
Montador óptico, Edgar Soares, de 35 anos, saiu de moto da região do Bairro Nossa Senhora das Graças por volta das 6h para trabalhar no Centro. Segundo ele, o frio já dava as caras antes mesmo do amanhecer.
“Tava tudo denso, com neblina e muito molhado', contou. Apesar de ter conseguido levantar sem dificuldade, ele admite que preferia estar em casa. “Eu prefiro o tempo quente. O problema não é acordar, é se manter acordado. Se não precisasse trabalhar hoje, ficaria só em casa.'
Para enfrentar a manhã gelada, Edgar diz que tenta simplesmente ignorar o clima. “Minha estratégia é fingir que não está acontecendo e torcer pro tempo passar rápido', brincou.
Já a aposentada Marcelina Beata, de 72 anos, aproveitou o frio para ir às compras no Centro. Nascida em São Paulo (SP), ela disse gostar das temperaturas mais baixas e reclamou do calor campo-grandense.
“Pra mim foi bom levantar hoje. Eu gosto do frio', afirmou.
Mesmo usando casaco, ela explicou que o cuidado veio mais por causa de uma gripe recente. “Na minha casa nem tem cobertor. Tenho só uma mantinha pras visitas. Meu cobertor é um lençol', disse.
Marcelina conta que só não gosta completamente do frio porque lembra das pessoas em situação de vulnerabilidade. “Eu penso nos moradores de rua, que não têm onde ficar. Fora isso, podia ficar assim pra sempre.'
A auxiliar de vendas Mileni Ferreira, de 33 anos, também precisou levantar cedo para trabalhar, mas garante que não é fã das temperaturas baixas. “Foi difícil sair da cama hoje', resumiu.
Sem casaco, ela apostou no café para conseguir despertar ao longo da manhã. “Quando acordei, não queria levantar, mas tem que trabalhar, né?'
Apesar do tempo fechado e da neblina registrada nas primeiras horas deste sábado, não houve registro de atrasos ou cancelamentos de voos no Aeroporto Internacional de Campo Grande até a manhã de hoje. Mesmo com previsão de aumento gradual na temperatura durante a tarde, o dia deve continuar com cara de outono em Campo Grande, com céu fechado, vento e clima úmido.
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