• Sábado, 09 de Maio de 2026

Textor diz ter proposto "SAF/Social 2.0" ao Botafogo: "Acho que conquistei o direito de estar aqui"

Americano afirma ter apresentado possível novo formato para relacionamento entre SAF e social; empresário foi afastado do comando da SAF no fim de abril

GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE


John Textor, do Botafogo — Foto: Vitor Silva/BFR

Afastado do comando do Botafogo, John Textor afirmou ter feito proposta ao clube social - único acionista com poderes políticos no momento - para reimaginar o relacionamento entre SAF e associativo. O empresário americano chamou a ideia de "SAF/Social 2.0".

A ideia foi enviada por e-mail no último sábado, 2 de maio, ao presidente João Paulo Magalhães Lins, João Paulo Menna Barreto (novo representante da associação no Conselho de Administração da SAF), o COO da SAF Danilo Caixeiro, entre outros. Em entrevista ao Canal do Anderson Motta, Textor afirmou que acredita ter conquistado o "direito de estar (na SAF) permanentemente".

— Ficou claro que, ao longo do tempo, o meu relacionamento que começou muito próximo com o clube social se tornou distante. Tenho me concentrado na organização, no futebol, em campeonatos. Tivemos as distrações da rede multi-clubes, e agora chegamos a esse ponto onde precisamos reafirmar nosso apoio uns aos outros — disse Textor, acrescentando:

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— Tive uma reação inicial (à proposta) bastante positiva, quero tê-la por escrito. E quero reestabelecer uma conexão melhor entre a SAF e o clube social, chamando de Social 2.0. Temos que voltar a pensar em sucesso. Não é uma ideia perfeita, e espero que o social retorne com algumas ideias. Mas acho que conquistei o direito de estar aqui permanentemente. Acho que conquistei a confiança do clube social e dos torcedores, mas acho que temos muito a aprender sobre o que passamos. Mais transparência, melhores resultados econômicos e, acima de tudo, mais diversão.

O primeiro ponto da proposta seria o aceite do clube social a um investimento de US$ 25 milhões (cerca de R$ 122 milhões, na cotação atual), dentro do ambiente da recuperação judicial. Durante a entrevista, Textor não detalhou qual seria a origem da verba, o formato de financiamento ou possíveis contrapartidas.

O americano também pediu ao Botafogo que não faça quaisquer acordos com o Lyon, a menos que os valores a serem recebidos pelo social superem US$ 35 milhões (cerca de R$ 172 milhões), mantendo ainda as disputas jurídicas em vigor contra o braço francês da Eagle Football e representantes.

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Um novo acordo entre SAF e social, segundo Textor, incluiria:

Quitação de dívidas da SAF com o social, incluindo honorários advocatícios referentes à briga societária;Distribuição de parte das receitas advindas de processos com o clube social, que Textor também definiu como "vítima" da Ares e de Michelle Kang, presidente do Lyon;Acesso maior do Conselho Fiscal aos locais de trabalho da SAF;Novo Comitê de Futebol, com maioria do departamento de futebol e três representantes do social (presidente, representante do Conselho Fiscal e outro indicado pelo Conselho Deliberativo); Possibilidade de inclusão de membros do Camisa 7 e de organizadas em reuniões trimestrais, a definir;Controle do clube social sobre bustos e homenagens a ídolos no estádio Nilton Santos; Distribuição de ingressos para jogos e shows ao clube social;Aumento da propriedade do Botafogo social para 20% da SAF, com possibilidade de venda dos novos 10% como forma de renda;Plano multi-clubes, com restrições, e IPO durante a Copa do Mundo.

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