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Jardim pondera aproveitamento ofensivo, mas valoriza vitória do Flamengo: "Extremamente merecida"
Treinador concedeu entrevista coletiva após a vitória sobre o Grêmio em Porto Alegre, pela 15ª rodada do Brasileirão
GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE
Leonardo Jardim concedeu entrevista coletiva após a vitória do Flamengo por 1 a 0 sobre o Grêmio, em Porto Alegre, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. O treinador ponderou o baixo aproveitamento ofensivo, mas valorizou a atuação da equipe, que foi dominante mesmo jogando fora de casa.
— Mais uma vitória importante, três pontos importantes fora de casa. Em um confronto que é sempre difícil, a história diz que o Grêmio já há algum tempo não perdia aqui. Nos últimos 12 confrontos o Flamengo só tinha vencido três aqui. A vitória é extremamente merecida porque fomos a melhor equipe no primeiro e no segundo tempo. O aproveitamento em termos ofensivos não foi o melhor, tivemos duas bolas na trave. Mas uma vitória extremamente justificada pelo que a equipe produziu nas duas etapas. Os jogadores estão de parabéns - afirmou o treinador.
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O Fla se aproveitou do tropeço do líder Palmeiras, que empatou com o Remo na rodada, e se aproximou na pontuação: 34 contra 30. Vale lembrar que a equipe rubro-negra tem um jogo a menos no campeonato.
— Nós realmente não pensamos muito em quem são os nossos adversários, nós pensamos em conquistar em cada jogo os três pontos em disputa. Isso que é o nosso foco, independentemente do resultado do adversário. Quando vê a última rodada, perdemos dois pontos e o adversário também perdeu, e não foi por isso que estávamos mais motivados ou não. O que nos motiva é representar o Flamengo e saber que cada jogo é uma possibilidade de conquistar três pontos, seja em casa ou fora e independentemente do adversário. Por isso que cumprimos aquilo que pretendíamos, acho que foi uma semana muito boa porque classificamos na Libertadores, mais três pontos no campeonato, conseguimos recuperar alguns jogadores e agora vamos nos preparar para o grande jogo, a grande final contra o Vitória. Temos que qualificar a equipe para a próxima etapa, vai ser um jogo difícil e temos que estar altamente preparados.
As atenções agora se voltam para a Copa do Brasil. Na quinta-feira, o time de Jardim enfrenta o Vitória fora de casa. A ida foi com triunfo por 2 a 1.
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Expectativas para o jogo e possível indicação de atacar pelo lado direito
— Em relação à facilidade, quem torna o jogo fácil são os jogadores. Por meio das nossas competências e do que mostramos no gramado, tornamos o jogo mais fácil. Para quem vê de fora, parece que foi um jogo fácil, mas foram os jogadores que o tornaram mais fácil. Em relação à lateralidade do jogo, na primeira etapa acho que forçamos um pouco o lado direito. Foi uma das coisas que corrigi no intervalo, para sermos mais equilibrados, entrarmos pela direita e pela esquerda. O Grêmio estava conseguindo nos bloquear só em um flanco. Na segunda etapa, tivemos um jogo mais pela esquerda, por isso também carreguei um pouco com o Ayrton nos primeiros 15 minutos, depois o Varela acabou fazendo aquele corredor. Ficamos de um lado e do outro, mais amplos, mais dinâmicos e com mais espaços. O Grêmio com certeza teve mais dificuldade, e por isso criamos inúmeras situações de finalização no segundo tempo.
Como foi preparação para o jogo depois do ocorrido na Colômbia?
— Em relação ao jogo da Colômbia não acontecer, em termos físicos ficamos com a equipe muito mais fresca. Em termos fisiológicos, que é o sono, manteve-se o mesmo problema porque tivemos que viajar durante a noite, dormimos duas, três horas só no avião. Mas fizemos um bom trabalho já aqui em Porto Alegre, com três treinos. Com essa estadia, também conseguimos fazer com que os jogadores dormissem mais, essa era a ideia. Se fôssemos para o Rio, não controlaríamos o sono. Assim controlamos o grupo e controlamos as horas de sono, e isso foi fundamental para eles apresentarem hoje essa performance da parte fisiológica, mas também da parte física.
Pressão pós perda
— A parte física é importante, mas temos um campeonato que não permite isso. Vamos jogar de três em três dias. Por isso espero que os jogadores que estão fora recuperem para aumentar o número de jogadores no elenco e ter mais soluções. É importante para pressionarmos, jogarmos com dinâmica. Não permitir que os adversários joguem à vontade. O adversário no primeiro tempo conseguiu duas ou três transições, mas no segundo conseguimos corrigir esse aspecto e eles tiveram pouca situação ofensiva.
Lateral-esquerda
— A situação é fácil. As substituições visaram dar mais intensidade nos corredores. Refrescar a direita e dar intensidade na esquerda com o Varela. O Ayrton Lucas tem jogado menos, era normal para ele que a partir dos 30 minutos haveria uma carga adicional, também tinha levado um toque no pé, não estava 100%. Ele e o Plata por falta que sofreram estavam com pequenos traumas. Refresquei as duas laterais. O Varela já sabia que podia jogar por fora, porque já havíamos preparado a situação do Ayrton não poder aguentar os 90 minutos. Era uma solução trabalhada no elenco e surtiu efeito porque ficamos com uma equipe mais ampla e dinâmica. Fizemos o gol em jogada do Royal, que entrou fresco. O Jhonny na falta do lateral-esquerdo trouxemos, é um menino que está começando, não iríamos queimá-lo. Na carreira já lancei dezenas e dezenas de grandes jogadores. Os jovens tem de ser preparados para fazerem bem. E para preparar não tivemos tempo. Vou aproveitar a parte final de maio e o início da pré-temporada da próxima sequencia em junho e julho para ver os melhores da base e do sub-20.Não tenho tido essa possibilidade, eles jogam, estamos em viagem. Não se consegue criar dinâmicas. Por isso, a aposta nesse momento é em jogadores que estão trabalhando todos os dias conosco.
Como o triunfo contribui para o próximo jogo (Copa do Brasil contra o Vitória)?
— No futebol profissional, em que ninguém quer saber se jogamos bem ou mal e sim dos resultados, todas as vitórias são importantes em termos motivadores, para manter a aura do grupo. Resultados positivos conseguem dar energia para outros resultados positivos. Todas as vitórias, além dos três pontos ou da classificação, dão sempre uma energia positiva para o futuro.
Busca por reforços na janela do meio do ano
— Hoje em dia não é fácil. O elenco já é extremamente qualificado. Se tivermos que buscar, são soluções que não existam dentro do elenco. Com certeza nessa fase o scout do clube trabalha, como o scout de todos os clubes. Ninguém para de trabalhar, trabalham 12 meses por ano. Vamos conversar na pausa. O mais importante é manter esse elenco, que tem produzido bons resultados até agora. O importante é recuperarmos alguns jogadores que estão fora e podem nos ajudar. É nisso que estou extremamente focado. Se alguém comprar nossos jogadores e precisarmos trocar, veremos no futuro. Confio muito nesses atletas, por isso eles têm dado uma prova dentro de campo das suas competências.
Suspensão de Everrton Araújo e Jorginho e situações de Pulgar e Paquetá
— Vamos ver. Com certeza quero prepará-los mais para o jogo contra o Coritiba, porque nesse momento temos o Nico e o Saúl e se tivermos mais soluções é importante para gerirmos o meio campo. Para o próximo jogo eles não estão suspensos (Evertton e Jorginho) porque é uma outra competição, mas temos que preparar a equipe bem. Eu já joguei uma vez contra o Vitória e senti que... o Vitória está falando de arbitragem, mas senti uma revolta e uma pressão extra. A gente tem que preparar a equipe mentalmente porque podem acontecer outras coisas além de futebol.
Já se pensa em uma competição específica ou é muito cedo para dizer se o Flamengo vai focar em alguma?
— Quando cheguei no início de março ao Flamengo, criamos quatro objetivos para esta primeira fase, até 30 de maio, que é o jogo do Coritiba. Um objetivo era ganhar logo o Carioca, contra um rival que havia nos criado muitas dificuldades nos últimos dois, três jogos. Qualificar a equipe para a segunda fase da Libertadores, continuar na Copa do Brasil, que é o nosso próximo desafio importantíssimo. E, no campeonato, estar nos lugares da frente para, na segunda fase, quando se decidir o campeonato, nós estarmos presentes nessa decisão. Por isso tínhamos que pensar de uma forma aberta, o Flamengo quer estar disponível para essas três competições, pois uma já ganhamos.
Balanço da passagem até aqui
— Quando tive contato com o Flamengo, já sabia para a casa que vinha. Conheço a dimensão do Flamengo há muitos anos, a responsabilidade que estava sobre as minhas costas. Quem entra no Flamengo precisa jogar sempre para ganhar. Como comissão técnica e como treinador, com certeza gosto de ganhar e dar um cunho pessoal à equipe. Jogar de uma certa forma, o que estamos conseguindo. Os jogadores estão conseguindo executar a ideia, e sei que a torcida flamenguista também gosta que joguem bem. Essa era a nossa ideia: ter resultados, mas jogando um futebol que a torcida goste e empolgue os amantes do futebol. A equipe está conseguindo isso graças a jogadores experientes, que percebem as diretrizes com muita facilidade. Tenho vivido estes dois meses 100% pelo Flamengo, porque neste regime é difícil aproveitar o Rio de Janeiro. Não tenho aproveitado nada do Rio (risos). Mas com certeza um dia, quando sair do Flamengo, vou aproveitar o Rio de Janeiro porque é uma cidade magnífica.
Wallace Yan
— O mesmo motivo de qualquer jogador quando não é relacionado: neste momento não era ele que ia agregar soluções à equipe, eram outros jogadores. Mas é um jogador que eu conto. Um jogador jovem, que tem talento, já falei isso no passado. Nesta última semana não estava totalmente integrado para ajudar à equipe, por isso que ficou trabalhando, mas com certeza, em um futuro próximo, pode ser solução como já foi anteriormente. Nós gostamos dele, é um menino da base, mas todos os jogadores têm que estar integrados em uma dinâmica de coletivo acima de tudo. A base que rege nossa equipe é o nosso desempenho coletivo, e essa é nossa ideia.
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