Esportes
"Não tem dinheiro": entenda quanto o São Paulo ainda tem a pagar para ex-treinadores
Tricolor contabiliza pendências que somam cerca de R$ 10 milhões com Crespo, Zubeldía e Dorival
GLOBOESPORTE.COM / ULISSES LOPRESTI
Um áudio vazado do presidente Harry Massis escancarou a preocupação do presidente com os valores gastos com ex-treinadores do São Paulo.
Dados obtidos pelo ge revelam que o clube ainda precisa pagar aproximadamente R$ 10 milhões a Hernán Crespo, Luis Zubeldía e Dorival Júnior.
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O São Paulo quitou neste ano R$ 2,1 milhões referentes a pendências da primeira passagem de Crespo, encerrada em 2021. O acordo foi finalizado antes da demissão do treinador em sua segunda passagem pelo Morumbis, finalizada em abril.
O Tricolor agora precisará pagar pouco mais de R$ 4 milhões em multa rescisória a Crespo e à sua comissão técnica pela saída ocorrida nesta temporada.
Antes do retorno de Crespo, o São Paulo teve Zubeldía como treinador entre abril de 2024 e junho de 2025. No momento da demissão, o clube chegou a um acordo com o argentino e, por isso, a dívida não consta no balanço financeiro. O técnico tem cerca de R$ 3 milhões a receber.
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No áudio, Harry Massis cita uma "multa" referente a Dorival Júnior, que comandou o clube em duas oportunidades: primeiro em 2017 e posteriormente entre 2023 e 2024, quando conquistou o título da Copa do Brasil, que o credenciou ao cargo de técnico da Seleção.
No balanço financeiro do São Paulo consta que o clube ainda tem R$ 3,2 milhões a pagar para o treinador entre valores registrados em nome da pessoa física e da empresa de Dorival. No entanto, o valor não corresponde a uma multa rescisória, mas, sim, a valores pendentes da segunda passagem do treinador.
O documento divulgado pelo clube aponta que, entre 2024 e 2025, o São Paulo amortizou cerca de R$ 1,45 milhão da dívida ligada a Dorival Júnior. O Tricolor não registrou pendências em aberto com Thiago Carpini, sucessor do treinador, que também deixou o Tricolor em 2024.
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No dia 31 de dezembro de 2025, data-base do balanço financeiro, o São Paulo registrava R$ 80,3 milhões em dívidas referentes a acordos trabalhistas e processos cíveis envolvendo cerca de 40 credores identificados, entre ex-jogadores, intermediários, empresas e escritórios de advocacia.
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