• Terça, 12 de Maio de 2026

Pistoleiro que matou policial na fronteira pega 25 anos de prisão

Irmãos do condenado foram encontrados mortos semanas após a execução em Ponta Porã

GUSTAVO BONOTTO E HELIO DE FREITAS, DE DOURADOS / CAMPO GRANDE NEWS


Carlos Villa Alta López, preso na fronteira. (Foto: Rádio Urundey FM)

A Justiça do Paraguai condenou Carlos Villa Alta López, de 28 anos, a 25 anos de prisão pelo assassinato do suboficial da Polícia Nacional Luis Alcibiades Peralta Dávalos, de 36 anos. O crime aconteceu em 11 de junho de 2022, em frente ao setor de Identificações de Capitán Bado, cidade paraguaia vizinha de Coronel Sapucaia, na fronteira com Coronel Sapucaia, a 396 quilômetros de Campo Grande. A execução foi filmada por câmeras de segurança.

O Tribunal de Sentença da Circunscrição Judicial de Amambay considerou provada a participação direta de Carlos no homicídio, na tarde desta terça-feira (12). Os juízes Abel Virgilio Molinas Desvars, Mirna Beatriz Peralta Cépedes e Mario Francisco Peralta Ovelar decidiram pela condenação por unanimidade.

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A sentença determina que Carlos cumpra pena na Penitenciária Regional de Concepción. O prazo da condenação termina em 28 de novembro de 2047, já com desconto do período em prisão preventiva. A leitura completa da decisão judicial está marcada para 21 de maio, no Palácio de Justiça de Amambay.

Segundo a Rádio Urundey FM, a vítima foi atacada por dois homens que chegaram em uma motocicleta. Um dos suspeitos desceu do veículo e atirou várias vezes com pistola calibre 9 milímetros. O policial morreu no local no dia em que completava aniversário.

Luis Alcibiades Peralta Dávalos trabalhava no Departamento de Identificações de Capitán Bado e foi morto em frente ao prédio onde atuava. Um dia depois do atentado, agentes paraguaios prenderam Carlos Villa Alta López quando ele tentava fugir em um ônibus para Pedro Juan Caballero.

Na época da prisão, o Campo Grande News publicou que policiais localizaram o suspeito no Bairro Cristino Potrero, em Capitán Bado. Equipes monitoravam um ônibus que seguia para Pedro Juan Caballero quando identificaram características semelhantes às do homem apontado como participante da execução.

O então diretor de Investigações da Polícia Nacional, comissário Javier Flores, afirmou que imagens de câmeras de segurança confirmavam a participação direta do acusado no atentado. Conforme a emissora paraguaia, Carlos também revelou a identidade do comparsa responsável por conduzir a motocicleta usada no assassinato.

Menos de um mês depois do crime, os irmãos de Carlos, Nilson Villa Alta López, de 29 anos, e Priscilo Villa Alta López, de 31, foram encontrados mortos em um matagal na Colônia Primavera, em Zanja Pytã, povoado vizinho ao distrito de Sanga Puitã, em Ponta Porã. Os corpos foram localizados em 7 de julho de 2022.

Na ocasião, a reportagem informou que os dois haviam sido executados a tiros. Uma caminhonete incendiada, possivelmente usada pelos autores do duplo homicídio, foi encontrada a cerca de quatro quilômetros do local onde os corpos estavam.

Priscilo e Nilson moravam em Capitán Bado. Um deles possuía antecedentes por homicídio, segundo a Polícia Nacional do Paraguai. A região de Zanja Pytã fica na rota do tráfico internacional de drogas e registra disputas frequentes entre grupos criminosos rivais.



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