• Quinta, 21 de Maio de 2026

Análise: Flamengo desamarra jogo típico de Libertadores e pega moral para encarar o Palmeiras

Time rubro-negro volta a vencer depois de duas partidas e carimba classificação antecipada que não acontecia desde 2022

GLOBOESPORTE.COM / THIAGO LIMA


Bruno Henrique, do Flamengo, cercado por três jogadores do Estudiantes — Foto: André Durão / ge

Quem enfrentou a noite chuvosa de quarta-feira no Rio de Janeiro para ir ao Flamengo x Estudiantes, em algum momento do primeiro tempo se arrependeu. Não é exagero dizer que não teve jogo nos 45 minutos iniciais no Maracanã. Ou melhor, até teve, só que aquele jogo típico de Libertadores, principalmente contra argentinos: muito duelo físico, muita catimba, muita cera, arbitragem conivente... E pouca emoção.

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Jogo feio de se ver, amarrado. Mas é preciso encontrar meios de ganhar esse tipo de partidas também quando se é melhor tecnicamente. Foi isso que o Flamengo fez no segundo tempo: aproveitou uma falha de Muslera e desamarrou tudo com um lance individual de Pedro. O 1 a 0 magrinho foi suficiente para garantir a classificação antecipada do Flamengo, muito provavelmente como líder do grupo na Libertadores, o que não acontece desde 2022.

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Voltando ao jogo em si, Leonardo Jardim manteve a estratégia de rodar o time na Libertadores e poupou os laterais, os pontas e Paquetá. Escalou Bruno Henrique aberto na esquerda para explorar as costas do lateral que mais subia. Léo Ortiz, Jorginho e Carrascal buscaram essas bolas em profundidade, e a tática só não deu certo no primeiro tempo porque o atacante foi parado com falta, e o VAR anulou o pênalti porque o toque foi fora da área (veja no vídeo abaixo).

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Mas fato é que em nenhum momento da etapa inicial o Flamengo teve as rédeas da partida. Mesmo sem o Estudiantes levar perigo ofensivamente, exceto por uma cabeçada de González na bola parada logo aos cinco minutos de jogo. Com duas linhas de quatro bem compactas, os argentinos conseguiram anular as armas rubro-negras até o intervalo. Jardim apostou no cansaço do adversário e voltou com a mesma formação. Porém, foi quando ele mexeu que o jogo mudou.

Paquetá entrou de volante no lugar de Evertton Araújo, enquanto Samuel Lino substituiu Luiz Araújo na direita, mas deixando o corredor para as subidas do Royal e atacando mais como um armador por dentro. O Flamengo já dominava a partida no segundo tempo quando veio a falha do Muslera e o gol de pura inteligência de Pedro, aos 19 minutos. Ele tirou do zagueiro com um toquinho e chutou rápido, mesmo sem ângulo, pois já tinha percebido que o goleiro uruguaio joga adiantado.

O jogo então se abriu, e o Flamengo teve mais duas chances claras de ampliar o placar: na primeira, aos 24, Lino deixou Carrascal cara a cara com Muslera, mas o colombiano parou no goleiro; e sete minutos depois, Paquetá achou um bolão para Pedro, sozinho na área e em condição legal, emendar um voleio que passou muito perto. Se ele acerta a mira, o arrependimento do início do texto iria bater era no Ancelotti, que não o convocou para a Seleção na Copa do Mundo.

O Flamengo terminou com 62% de posse de bola e 13 finalizações (nove só no segundo tempo), contra oito do Estudiantes (sendo só uma na direção do gol). O time rubro-negro voltou a vencer depois de dois jogos (derrota para o Vitória e empate com o Athletico-PR) e recuperou o moral para o jogo mais aguardado do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, contra o líder Palmeiras. A bola rola neste sábado, às 21h (de Brasília), no Maracanã.

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