• Quarta, 27 de Maio de 2026

Análise: Flamengo resolve jogo contra o Cusco em 10 minutos, mas só depois de acionar "cavalaria"

Time dominou adversário, mas teve pouco senso de urgência antes de trocas do treinador

GLOBOESPORTE.COM / EMANUELLE RIBEIRO


Plata foi um dos melhores em Flamengo x Cusco — Foto: André Durão

O Flamengo resolveu em 10 minutos a vitória por 3 a 0 sobre o Cusco, na terça-feira, no encerramento da fase de grupos da Libertadores. O dever de casa foi entregue com sucesso, e a pontuação somada ao saldo de gols deixa o clube perto da liderança geral da primeira fase. Mas o time procrastinou o resultado no Maracanã.

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Leonardo Jardim mandou a campo nove reservas, e a escalação foi pensada já de olho no jogo contra o Coritiba, no sábado, quando o treinador não terá nove jogadores convocados para a Copa do Mundo. As mudanças afetaram a produtividade do Flamengo. Com Evertton Araújo, Saúl e De la Cruz, o time teve um meio-campo menos criativo, mas ainda assim se deu bem pela passividade do Cusco, que já entrou no Maracanã eliminado.

Com as linhas baixas e se defendendo como podia, o time peruano só assustou uma vez. A chegada, aos 43 minutos do primeiro tempo, foi importante para testar Andrew. O goleiro reserva fez boa defesa em chute rasteiro de Nicolás Silva em momento em que o titular Rossi é questionado. O Flamengo não sofreu riscos e talvez tenha sido este o grande problema: a sensação dos jogadores de que o gol sairia sem muito esforço.

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O Flamengo teve mais posse de bola e jogou praticamente o jogo todo no campo ofensivo, mas teve dificuldade ou pouco senso de urgência para concluir as jogadas no primeiro tempo. As duas melhores chances saíram em chute de De la Cruz salvo em cima da linha depois de boa jogada de Plata e Ayrton Lucas e em finalização de fora da área de Evertton Araújo que parou no travessão.

De la Cruz atuou mais à frente. Trocou posição com Luiz Araújo e se aproximou de Bruno Henrique para fazer volume na área adversária. O ataque, com exceção de Plata, pouco funcionou. Não faltou domínio ao Flamengo, mas a morosidade provocou irritação na torcida, que ensaiou vaias no intervalo. Os "15 minutos de fama" vieram a partir das substituições de Leonardo Jardim. Com Paquetá, Samuel Lino e Pedro, o time ganhou alma e resolveu logo o jogo.

O meia da Seleção aproveitou o cansaço do Cusco, que já não tinha mais forças para subir, esticou bolas e colocou os atacantes para correr. Plata e Lino aceleraram as jogadas e triangularam bem com os laterais. Se Jardim resolveu o problema da criação, viu de novo o Flamengo desperdiçar chances. Royal, Pedro (de forma inacreditável) e Lino perderam na cara do gol.

Bruno Henrique e Pedro passaram a ocupar mais a área, e a presença surtiu efeito em 10 minutos, com dois gols do decisivo BH e um de Paquetá, de pênalti. Dos 34 aos 44, o Flamengo resolveu o jogo, mas precisou recorrer à "cavalaria" para mudar o ritmo no Maracanã. No fim, foram 26 finalizações rubro-negras contra apenas três do Cusco.

A boa notícia do primeiro tempo modorrento é que Jardim conseguiu dar ritmo a jogadores dos quais o técnico vai precisar no sábado. A má notícia do segundo tempo animado é que o treinador não vai poder contar com jogadores como Paquetá e Plata, que tiveram influência na mudança de postura. O Flamengo vai precisar de uma injeção de ânimo até o jogo contra o Coritiba.

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