• Sábado, 30 de Maio de 2026

Com a presença do Viola, troca de figurinhas da Copa reúne fãs e famílias

No evento o ex-jogador distribuiu autógrafos, tirou fotos e relembrou histórias do futebol

JUDSON MARINHO / CAMPO GRANDE NEWS


Ex-jogador campeão da Copa do Mundo em 1994, Paulo Sérgio Rosa, o Viola (Foto: Judson Marinho)



Os fãs de futebol e colecionadores do álbum da Copa do Mundo de 2026 viveram uma tarde especial neste sábado (30), em Campo Grande, com a presença do ex-atacante Viola, campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1994.

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O encontro integrou a programação dos pontos de troca de figurinhas promovidos pelas redes de Supermercado Comper e Fort Atacadista.

A reportagem acompanhou a primeira participação do ex-jogador no Comper Itanhangá, às 15h. Mais tarde, Viola segue para o Fort Atacadista Três Barras, onde também vai encontrar colecionadores a partir das 18h.

No evento, o ex-jogador Paulo Sérgio Rosa, o Viola, distribuiu autógrafos, tirou fotos e relembrou histórias do futebol.

Revelado pelo Corinthians, onde iniciou a carreira profissional em 1986, Viola construiu uma trajetória marcada por passagens por grandes clubes do Brasil e do exterior.

Pela Seleção Brasileira, disputou dez partidas oficiais e integrou o elenco tetracampeão da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos.

A presença do campeão mundial chamou a atenção principalmente das crianças, muitas delas nascidas décadas depois da conquista do tetra.

“É uma geração diferente. Esses garotos praticamente não viram a seleção de 1994 ser campeã, nem a de 2002. Mas os pais acabam passando para eles quem foram os grandes jogadores. Isso nos deixa muito felizes. Agora vamos torcer para que essa geração possa ver o nosso hexa', afirmou Viola.

Entre os visitantes estava Vinícius Lelis Carneiro, de 12 anos, torcedor do Corinthians e colecionador assíduo dos álbuns da Copa. Vestindo a camisa do clube do coração, ele aproveitou a oportunidade para conhecer um dos ídolos ligados à história corintiana.

“Eu gosto de ter as figurinhas. Já colecionei a de 2022. Sou corintiano e achei legal vir conhecer o Viola, pedi um autógrafo para a camisa. Vou assistir todos os jogos do Brasil na Copa do Mundo, gosto de ver os gols e quero ver o Brasil ganhar a taça', disse.

O pai do garoto, o engenheiro de computação Alexandro Carneiro, destacou o papel das trocas de figurinhas em um cenário dominado pela tecnologia e pelas telas.

“Isso é fantástico. Nesse mundo digitalizado, eles ficam muito no celular. Aqui eles interagem, brincam, se comunicam e compartilham. Esse convívio é importante para o crescimento, educação e socialização. Além disso, estimula o conhecimento sobre futebol, seleções e equipes', avaliou.

O professor Aimar Joppert Junior, de 42 anos, fez questão de comparecer ao evento para rever um dos ídolos da infância.

“Vim tirar uma foto com ele, vim para prestigiar, porque o Viola era meu ídolo de infância. Eu sou corintiano, eu vi ele jogar no Pacaembu. Minha esposa viu na internet que ele estaria aqui e perguntou se eu queria vir. Eu falei: claro, vou sim', contou.

Aimar relembra com detalhes uma partida marcante. “Era Corinthians e Bahia, pelo Campeonato Brasileiro. O Corinthians ganhou de 5 a 1. Eu lembro do estádio, lembro também da Copa de 94, quando ele entrou na final contra a Itália e deu aquele gás no jogo. São lembranças muito fortes. Vou guardar a foto que tirei com ele para sempre, com certeza', afirmou.

Os irmãos Rafael Possamai Pinheiro, de 10 anos, e Alex Possamai Pinheiro, de 6, também aproveitaram o evento. Rafael celebrou a oportunidade de trocar figurinhas e levar para casa uma lembrança especial.

“Muito legal, porque a gente pode trocar figurinhas, comprar e conhecer um jogador que já jogou na seleção. Ele assinou minha camisa da seleção. Ficou uma camiseta única, vou guardar para sempre', afirmou.

Já o irmão mais novo destacou a preferência pelas figurinhas especiais. “Eu gosto das brilhantes, que são mais bonitas. Gostei de trocar as figurinhas e estou ansioso para assistir à Copa', disse Alex.

Para a gerente regional de operações do Comper em Mato Grosso do Sul, Marli Almeida Aranha, a troca de figurinhas vai além do futebol e se consolida como um momento de convivência familiar.

“É um evento para a família. Ali estão pai, mãe, filhos, vivendo essa experiência. Não é só sobre os jogadores brasileiros, mas sobre atletas do mundo inteiro. Essa troca ajuda muito na convivência familiar, no bem-estar e em viver histórias', afirmou.

Segundo ela, trazer Viola para o evento ajuda a aproximar diferentes gerações do futebol. “Muitas crianças nem eram nascidas quando ele foi tetracampeão. Então os pais contam essa história. Estamos chegando no clima da Copa e a ideia é justamente movimentar esse ambiente e dar o pontapé inicial para a torcida pelo hexa', destacou.

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