• Quarta, 03 de Junho de 2026

Na quadra isolada pela polícia, mãe grita pelo filho morto a tiros "para, para"

Imagem mostra mulher em prantos durante trabalho da perícia no Parque do Lageado, onde o rapaz foi assassinado

BRUNA MARQUES / CAMPO GRANDE NEWS


Manchas de sangue ainda eram visíveis na manhã desta quarta-feira no local onde Luiz Guilherme foi assassinado (Foto: Juliano Almeida)

O grito da mãe de Luiz Guilherme da Costa dos Santos, de 20 anos, rompeu o silêncio da madrugada e expôs, em poucos segundos, a dimensão da perda. Um vídeo enviado ao Campo Grande News pelo canal Direto das Ruas mostra a mulher em prantos, desesperada, diante da quadra de futebol onde o filho foi assassinado a tiros, no Parque do Lageado, em Campo Grande.

A gravação tem 43 segundos e foi feita por um morador que acompanhava o trabalho da polícia no local. A área estava isolada por faixa zebrada enquanto policiais e peritos realizavam os procedimentos. Do lado de fora, a mãe chorava muito, gritava e tentava entender o que havia acontecido. Entre as frases que podem ser ouvidas, ela repete “meu filho' e pede “para, para', em meio ao desespero.

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Luiz Guilherme foi morto por volta de 1h20 desta quarta-feira (3), na Rua Lúcia dos Santos, ao lado do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) do bairro. Pela manhã, ainda havia uma poça de sangue no ponto onde o jovem foi atingido, além de um lençol branco. Um copo também ficou abandonado na arquibancada da quadra.

De acordo com o boletim de ocorrência, Luiz Guilherme estava sentado na arquibancada quando foi surpreendido por dois homens. Um deles vestia casaco amarelo e o outro usava casaco vermelho. A dupla atirou várias vezes contra o jovem e fugiu em seguida em uma motocicleta Honda XRE amarela.

Uma mulher de 40 anos, que trabalha como segurança e estava nas proximidades, tentou socorrer Luiz Guilherme. Ela realizou manobras de ressuscitação cardiopulmonar até a chegada do atendimento médico. Uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionada, mas o médico constatou a morte do jovem ainda na quadra.

Na manhã de hoje, a reportagem esteve no local do homicídio, a três quadras da casa onde Luiz Guilherme morava. Moradores e trabalhadores relataram medo e reclamaram da falta de policiamento durante a noite, período em que, segundo eles, a insegurança se torna mais evidente.

“Quando ouvimos essas histórias, não ficamos mais assustados. Uma pena que ele tenha ido tão cedo', afirmou o comerciante Marcos dos Santos, de 40 anos.



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