Coronel Sapucaia
Condenado por sequestro de empresária pega 13 anos de prisão
Crime ocorreu em 2022, quando Célia Donizete foi levada em Ponta Porã e mantida em cativeiro
GUSTAVO BONOTTO E HELIO DE FREITAS, DE DOURADOS / CAMPO GRANDE NEWS
Wilson Martínez Maidana foi condenado a 13 anos de prisão por participação no sequestro da empresária Célia Donizete de Morais Pinheiro, ocorrido em fevereiro de 2022 na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. A sentença foi proferida por unanimidade nesta quinta-feira (4), pelo Tribunal de Sentença paraguaio, que considerou comprovada a atuação do réu como coautor do crime.
O julgamento ocorreu em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha a Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande. O colegiado foi presidido pela juíza Librada Peralta e teve como membros os magistrados Mario Peralta e Marcelina Quintana.
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De acordo com a decisão, a promotora Reinalda Palacios, da unidade especializada de combate ao crime organizado, apresentou provas documentais e testemunhais que demonstraram a participação de Maidana no sequestro. Com a condenação, ele deverá cumprir a pena em estabelecimento prisional do Paraguai.
O crime aconteceu na manhã de 5 de fevereiro de 2022 e teve ampla repercussão em Mato Grosso do Sul. Célia, esposa do empresário Jonas Pinheiro, chegava à loja de materiais de construção da família quando foi abordada por homens armados.
Imagens de câmeras de segurança registraram toda a ação. Sob chuva forte, a empresária estacionou a caminhonete na Rua Alexandre Gusmão, próxima à Avenida Brasil, em Ponta Porã. Um Volkswagen Gol prata que a seguia parou ao lado do veículo. Dois homens desceram, renderam a vítima e a colocaram à força no banco traseiro. Toda a ação durou menos de 30 segundos.
Logo após o sequestro, imagens de monitoramento mostraram o carro atravessando a linha internacional em direção ao Paraguai. Equipes brasileiras e paraguaias iniciaram buscas na região.
Ainda no mesmo dia, investigadores paraguaios localizaram o Gol usado pelos sequestradores em uma oficina de Pedro Juan Caballero. O veículo foi apreendido, mas nenhum suspeito foi encontrado no local. Na ocasião, a polícia informou que o carro havia sido abandonado.
As investigações apontaram que a empresária foi levada clandestinamente para território paraguaio, onde permaneceu em cativeiro. Segundo a acusação, os criminosos exigiram dinheiro para libertá-la.
Célia recuperou a liberdade mais de 24 horas depois do sequestro. Na época, autoridades brasileiras informaram que ela foi encontrada sem ferimentos.
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