• Terça, 09 de Junho de 2026

Sem acordo sobre piso, professores vão parar na sexta

Ato foi decidido em assembleia com cerca de 300 servidores nesta segunda (8)

GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


Professores exibem cartazes a quem passa pela Avenida Afonso Pena. (Foto: Arquivo/Osmar Veiga)

Professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) aprovaram nesta segunda-feira (8) uma paralisação para sexta-feira (12), em Campo Grande, para cobrar da prefeitura a aplicação do reajuste de 5,4% previsto na política do Piso 20h. A decisão ocorreu durante Assembleia Geral Extraordinária da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), que reuniu cerca de 300 profissionais.

O ato começará às 7h30 na sede da entidade. De lá, os participantes seguirão até a Prefeitura de Campo Grande para pedir uma posição do Executivo sobre a reivindicação.

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O presidente da ACP, Gilvano Kunzler, afirmou que a categoria decidiu intensificar a mobilização diante da falta de avanço nas negociações.

'Foi aprovada por unanimidade uma paralisação geral da educação no dia 12 de junho. Vamos fazer um ato até a Prefeitura Municipal de Campo Grande cobrando posição sobre o urgente cumprimento da lei municipal do Piso 20 horas, um grande avanço da categoria', declarou.

Segundo o dirigente sindical, a mobilização tem como foco o cumprimento da legislação que instituiu a política do Piso 20h para os profissionais da rede municipal.

A paralisação ocorre menos de dois meses depois de outra manifestação organizada pela categoria na Capital. Em 14 de abril, cerca de 150 professores participaram de um protesto no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho.

Na ocasião, os educadores cobraram o chamamento de aprovados em concursos da SED (Secretaria Estadual de Educação) e da Semed (Secretaria Municipal de Educação), a realização de novos certames e o fim do desconto de 14% da contribuição previdenciária de aposentados da rede estadual.

Durante aquele ato, Gilvano afirmou ao Campo Grande News que as pautas foram definidas em reuniões realizadas pela categoria e reuniam reivindicações consideradas prioritárias para profissionais das redes municipal e estadual.

Agora, a principal cobrança é a aplicação do reajuste de 5,4% previsto na política do Piso 20h. A ACP afirma que a resposta apresentada pela prefeitura não atendeu à expectativa dos professores e motivou a aprovação da paralisação desta sexta-feira.



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