• Quarta, 10 de Junho de 2026

Ancelotti, 67 anos: veja 10 fatos que talvez você não saiba sobre o técnico da Seleção

Italiano faz aniversário nesta quarta-feira às vésperas de sua primeira Copa como treinador

GLOBOESPORTE.COM / BRUNO CASSUCCI E CAHê MOTA


Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, completa 67 anos nesta quarta — Foto: Dustin Satloff - FIFA/FIFA via Getty Images

Vai ter bolo na concentração da seleção brasileira nos Estados Unidos nesta quarta-feira. O aniversariante do dia é o técnico Carlo Ancelotti, que completa 67 anos.

O último aniversário do italiano já tinha sido junto com a Seleção. Em 2025, ele passou a data concentrado com o grupo para partida das Eliminatórias, contra o Paraguai. Foi naquele jogo, inclusive, que o Brasil garantiu vaga na Copa.

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Nesta dia festivo, o ge apresenta abaixo 10 fatos e curiosidades que talvez você não saiba sobre o treinador. Confira!

1 - Estreante? Nem tanto

Esta é a primeira Copa do Mundo de Ancelotti como treinador, mas ele participou de uma edição do torneio em outro cargo. Em 1994, ele era auxiliar de Arrigo Sacchi, técnico da Itália, que chegou até a final da competição - e foi derrotada justamente pelo Brasil.

Na época, Ancelotti tinha 35 e havia encerrado a carreira como jogador dois anos antes.

Curiosamente, a seleção italiana ficou concentrada também em Nova Jersey, em região muito próxima de onde hoje está o Brasil.

2 - Vida carioca

Neste primeiro ano à frente da seleção brasileira, Ancelotti se dividiu entre Vancouver, no Canadá, onde reside com a esposa, e a Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, próximo da sede da CBF. A experiência de viver perto da praia encantou o treinador, que escolheu um apartamento de frente para o mar.

A fama e os compromissos profissionais dificultaram, mas não impediram o italiano de desfrutar o litoral. Para não chamar a atenção, Ancelotti acordou cedo e usou boné como disfarce para algumas caminhadas na orla.

3 - Chef nas horas vagas

A gastronomia é uma das paixões de Ancelotti. Ele tem como hobby cozinhar e frequentemente promete preparar almoços e jantares para os amigos e colegas do futebol – embora muitas das promessas ainda não tenham sido cumpridas por falta de tempo.

No Brasil, ele é frequentador de churrascarias e cantinas italianas. Um de seus pratos prediletos é a polenta, que o faz lembrar de sua terra natal.

Uma das poucas críticas de Ancelotti em relação à gastronomia brasileira é de que as massas daqui são mais cozidas do que deveriam, em sua opinião. Como um bom italiano, ele prefere as pastas "al dente".

4 - Hábito nada saudável

Recentemente, Ancelotti apareceu fumando à beira do campo em um treino da seleção brasileira, e a imagem repercutiu nas redes sociais. Não se trata, porém, de um “vape', com líquido interno, mas de um aparelho que aquece o cigarro tradicional sem chegar à combustão. Durante os jogos, os já conhecidos chicletes mascados à beira do campo funcionam como um recurso para driblar a abstinência.

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5 - Poliglota

Ao longo de sua carreira, Ancelotti trabalhou em diferentes países e fez questão de aprender os idiomas para se integrar à cultura local. Ao chegar no Brasil, ele fez um "intensivão" de aulas de português com o objetivo de se comunicar melhor nas entrevistas e com os jogadores.

– Chegamos a fazer quatro aulas por semana, até mesmo de sábado. Ele queria estar bem preparado para a segunda entrevista coletiva, que foi no fim de agosto – relembrou Roberto Piantino, professor do treinador.

– O Carlo tem facilidade para aprender e já tinha uma base do português por conta da proximidade com o espanhol. Ao mesmo tempo que isso ajuda no aprendizado, atrapalha um pouco pela semelhança, que gera confusões. A língua dominante, que no caso dele era o espanhol, acaba prevalecendo em alguns momentos – comentou o professor.

O italiano fala fluentemente italiano, espanhol, inglês e francês, além de ter conhecimentos básicos de alemão adquiridos durante sua passagem pelo Bayern de Munique.

6 - Escritor

Ancelotti é autor de quatro livros:

"Prefiro a Taça: Vida, Partidas e Milagres de um Craque Comum" (em tradução livre, pois não foi editado em português), lançado em 2009. A autobiografia relembra a trajetória dele como jogador e os primeiros anos da carreira de treinador;"Minha Árvore de Natal", lançado em 2013. O livro traz memórias pessoais, conceitos táticos e bastidores da carreira, com referência ao esquema 4-3-2-1 que marcou alguns de seus times;"Liderança Tranquila", lançado em 2016. A obra aborda a gestão de pessoas por parte de Ancelotti e explica como ele administra elencos estrelados sem recorrer a métodos autoritários;"O Sonho: Quebrando Recordes na Champions League", lançado em 2025. O mais recente dos livros revisita a relação dele com a principal competição de clubes da Europa.

7 - Infância rural

Ancelotti cresceu em uma família de agricultores na pequena cidade de Reggiolo, no norte da Itália. Na infância e adolescência, dividia o tempo entre a escola, o futebol e o trabalho na propriedade rural da família, ajudando nas tarefas do campo e no cuidado com a produção agrícola.

O treinador costuma citar as origens humildes como uma das bases de sua personalidade. Segundo ele, a vida no campo lhe ensinou valores como disciplina, simplicidade, respeito ao trabalho e paciência.

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8 - Multicampeão

Ao longo da carreira, conquistou campeonatos nacionais nas cinco principais ligas da Europa — Itália, Inglaterra, França, Alemanha e Espanha.

Também é o técnico mais vencedor da história da Liga dos Campeões da Europa, com cinco títulos no comando de Milan e Real Madrid. Ele também venceu a competição duas vezes quando era atleta.

9 - Na Seleção

Há um ano no comando do Brasil, Ancelotti dirigiu a Seleção em 12 partidas, com sete vitórias, dois empates e três derrotas, aproveitamento de 63,8%. Ele convocou 58 atletas e apenas Casemiro esteve em todas as listas - Matheus Cunha e Wesley também, mas acabaram cortados.

10 - Passagem de bastão

Desde 2016, Ancelotti trabalha ao lado do filho, Davide, que se tornou seu principal auxiliar técnico. Os dois passaram juntos por Bayern de Munique, Napoli, Everton e Real Madrid. Após deixar o Botafogo, Davide se juntou à Seleção no começo deste ano. Após a Copa, o filho de Carlo irá comandar o Lille, da França.



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