• Quinta, 18 de Junho de 2026

LDO: Gerson Claro vê MS pronto para crescer sem aumentar impostos

Planejamento prevê crescimento da Receita Corrente Líquida e investimentos superiores a R$ 2,5 bilhões em 2027

JOSé CâNDIDO / CAMPO GRANDE NEWS


Gerson Claro afirma que os números projetados na LDO de 2027 refletem a combinação entre equilíbrio fiscal, segurança jurídica e ambiente favorável à atração de investimentos em Mato Grosso do Sul.

Mato Grosso do Sul se prepara para entrar em uma nova fase de sua trajetória econômica com um orçamento próximo de R$ 28 bilhões, capacidade recorde de investimentos e um dos menores níveis de tributação estadual do país.

Os números projetados na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027 desenham, segundo o presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro,  cenário de crescimento sustentado, em um momento em que os estados brasileiros começam a se preparar para os impactos da reforma tributária.

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A proposta encaminhada ao Legislativo estima receita e despesa total de R$ 27,99 bilhões para 2027. Mais do que uma previsão contábil, o documento funciona como um termômetro das perspectivas econômicas do Estado para os próximos anos.

Entre os indicadores que mais chamam atenção está a evolução da Receita Corrente Líquida (RCL), principal parâmetro da saúde financeira dos governos. A expectativa é que ela alcance R$ 23,44 bilhões em 2027 e ultrapasse R$ 25 bilhões até 2029, impulsionada pelo avanço da atividade econômica e pela chegada de novos empreendimentos privados.

Na avaliação do deputado Gerson Claro, o desempenho reflete uma estratégia construída nos últimos anos, baseada em equilíbrio fiscal, segurança jurídica e estímulo aos investimentos.

Segundo ele, Mato Grosso do Sul conseguiu ampliar a arrecadação sem recorrer ao aumento da carga tributária. O Estado mantém a alíquota modal do ICMS em 17%, uma das menores do país, fator apontado pelo setor produtivo como importante diferencial competitivo na disputa por novos investimentos.

O ambiente econômico favorável aparece também nos números da expansão do Produto Interno Bruto (PIB). A projeção é que a economia sul-mato-grossense alcance R$ 267,7 bilhões em 2027 e avance para R$ 310,7 bilhões em 2029, consolidando um ciclo de crescimento impulsionado principalmente pela industrialização, pela agroindústria e pelos grandes projetos de infraestrutura em andamento.

Outro dado considerado estratégico é a capacidade de investimento do Estado. A LDO prevê a aplicação de R$ 2,54 bilhões em 2027 em obras, aquisição de equipamentos e ampliação de serviços públicos. O volume deverá crescer gradualmente nos anos seguintes.

Para Gerson Claro, esse indicador demonstra que o equilíbrio das contas públicas tem produzido efeitos concretos para a população, permitindo ampliar investimentos em áreas como infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento regional sem comprometer a sustentabilidade financeira do Estado.

O planejamento ganha importância adicional diante das mudanças que serão provocadas pela reforma tributária. Embora os efeitos mais significativos sobre a arrecadação dos estados estejam previstos para ocorrer a partir de 2029, a projeção de crescimento das receitas e da capacidade de investimento é vista como uma preparação para o novo cenário fiscal que o país começará a enfrentar.

A LDO também indica manutenção do controle sobre as despesas com pessoal. Os gastos com servidores e encargos sociais estão estimados em R$ 10,23 bilhões para 2027, o equivalente a 43,62% da Receita Corrente Líquida, percentual abaixo do limite prudencial previsto na legislação fiscal.

Para o presidente da Assembleia, os números mostram que Mato Grosso do Sul chega ao fim da década em uma posição diferenciada no cenário nacional, combinando crescimento econômico, investimentos públicos e estabilidade das contas governamentais.

Com mais de R$ 100 bilhões em investimentos privados anunciados nos últimos anos, o Estado aposta na continuidade desse ciclo para sustentar a expansão da economia, gerar empregos e fortalecer a arrecadação sem elevar impostos. O desafio, segundo ele, será manter o ritmo de crescimento em um ambiente econômico cada vez mais competitivo e marcado pelas mudanças estruturais do sistema tributário brasileiro.



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