Coronel Sapucaia
Dono de residência diz desconhecer que hóspede era bombeiro foragido
Elianderson Duarte foi encontrado em imóvel na Vila Almeida após 14 dias foragido do Presídio Militar Estadual
BRUNA MARQUES / CAMPO GRANDE NEWS
O proprietário da casa onde o subtenente do Corpo de Bombeiros, Elianderson Duarte, de 45 anos, foi encontrado na noite desta sexta-feira (26), afirmou não saber que ele estava foragido. Réu pelo feminicídio da esposa, a enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte, ocorrido em 4 de março, Elianderson havia fugido do Presídio Militar Estadual em 12 de junho.
Ele foi recapturado em uma casa na Rua Presidente Rodrigues Alves, na região do Bairro Vila Almeida, em Campo Grande. A ação foi realizada por uma equipe da Força Tática da 5ª CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar), após denúncia anônima apontar que um foragido da Justiça estaria escondido no endereço.
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No imóvel, os militares encontraram Elianderson na presença do irmão dele e do proprietário da residência. Conforme as informações repassadas pela Polícia Militar, o dono da casa alegou desconhecer a condição de foragido do hóspede e agiu de boa-fé.
Elianderson havia fugido do Presídio Militar Estadual usando cordas improvisadas com lençóis. Segundo as investigações, ele aproveitou o momento em que estava sozinho, escalou o telhado de um dos pavilhões, alcançou uma das torres e pulou o muro com uma corda improvisada, conhecida como “teresa'.
O alarme da unidade chegou a disparar, mas a ausência dele só foi percebida durante a conferência feita pelos militares. No dia seguinte à fuga, a Corregedoria-Geral da Polícia Militar instaurou procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da evasão. A instituição informou, na ocasião, que reforçou a segurança do presídio e mobilizou equipes das forças de segurança para localizar o foragido.
Após a recaptura, os policiais encaminharam Elianderson à delegacia e, em seguida, o reconduziram ao Presídio Militar Estadual.
Feminicídio - Elianderson foi preso em março deste ano, poucas horas depois de atacar a esposa com golpes de marreta dentro da casa da família, em Ponta Porã, distante 313 quilômetros de Campo Grande. Na ocasião, dois filhos do casal, uma adolescente de 17 anos e um adolescente de 15 anos, ficaram feridos ao tentar impedir as agressões. O filho mais novo, de 13 anos, recebeu atendimento por abalo emocional.
A enfermeira foi socorrida em estado grave e permaneceu internada por três dias, mas morreu em 6 de março em decorrência dos ferimentos na cabeça. Com a confirmação da morte, a investigação passou a tratar o caso como feminicídio consumado.
Além do feminicídio da esposa, o subtenente também responde por tentativa de feminicídio contra a filha e por tentativa de homicídio qualificado contra o filho. Segundo a investigação, a violência empregada no ataque e o fato de os filhos também terem sido vítimas deram grande repercussão ao caso em Mato Grosso do Sul.
Pouco depois do crime, Elianderson tentou fugir a pé, mas foi localizado por policiais civis após moradores informarem a direção tomada pelo suspeito. Ele acabou contido por populares até a chegada da equipe policial e, naquele momento, afirmou ter agido em legítima defesa.
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