• Quarta, 01 de Julho de 2026

Revelação da Bósnia nasceu nos EUA e recusou seleção americana, rival desta quarta

Esmir Bajraktarevic chegou a defender os Estados Unidos, mas escolheu representar a nação de origem dos pais e se tornou uma das principais promessas do país

GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE


Esmir Bajraktarevic classifica a Bósnia para a Copa do Mundo — Foto: REUTERS/Matteo Ciambelli/File Photo

Aos 21 anos, Esmir Bajraktarevic é um dos personagens do confronto entre Estados Unidos e Bósnia, pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026. Filho de sobreviventes da Guerra da Bósnia, Bajraktarevic nasceu nos Estados Unidos depois que a família deixou o país durante o conflito dos anos 1990. Criado em Wisconsin, iniciou a carreira no New England Revolution, ganhou destaque na MLS e chegou a defender a seleção principal americana antes de optar pela equipe bósnia.

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A escolha foi elogiada pelo técnico Sergej Barbarez, que citou Bajraktarevic como exemplo do trabalho realizado pela federação para atrair jogadores descendentes de bósnios que vivem em outros países.

— Ele é um exemplo clássico do trabalho que temos feito recentemente. Ampliamos nosso horizonte e fomos até os Estados Unidos em busca de jogadores que quisessem defender a nossa seleção, e foi assim que encontramos Esmir — disse

Na sequência, o treinador elogiou o comportamento do meia e afirmou que ele agrega características importantes ao elenco.

— Ele é um garoto fantástico, se comporta muito bem, sabe o que está buscando e sente o peso da camisa que veste. Isso tem um grande valor. Ao mesmo tempo, traz aspectos da cultura americana que ajudam a equipe. Temos jogadores de várias partes do mundo, e isso representa uma vantagem para nós, porque reunimos os aspectos positivos de diferentes culturas e mentalidades, formando uma unidade muito forte.

Por que Bajraktarevic escolheu a Bósnia

Depois de defender os Estados Unidos em um amistoso, Bajraktarevic decidiu trocar de seleção e estreou pela Bósnia em setembro de 2024. No primeiro toque na bola, deu assistência para Edin Dzeko contra a Holanda. Atualmente, também vive bom momento no PSV, clube pelo qual conquistou os dois últimos títulos do Campeonato Holandês.

Às vésperas do confronto desta quarta, o treinador afirmou que, apesar de enfrentar o país onde nasceu, o meia encara a partida com naturalidade.

— Esmir sorri todos os dias. Eu passei toda a minha carreira na Alemanha, então enfrentá-los era algo especial para mim. Mas, no fim das contas, continua sendo apenas uma partida. Ele sabe por qual seleção joga e sabe de onde vieram os pais dele. Temos muitos exemplos de jogadores que passaram pelas categorias de base de outros países. Isso é algo bastante comum hoje em dia e, por isso, nem conversamos muito sobre esse assunto. Este jogo é especial para todos, não apenas para o Esmir — afirmou.

Agora, o meia terá a oportunidade de enfrentar a seleção americana pela primeira vez desde que decidiu representar a Bósnia. O confronto dos 16 avos de final será nesta quarta-feira, às 21h, em São Francisco.

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Agenda da Bósnia na Copa do Mundo

2ª fase: Estados Unidos x Bósnia, 1 de julho, às 21h, no Bay Area Stadium



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