• Sábado, 04 de Julho de 2026

Técnico da Noruega diz que Brasil é favorito, mas avisa: "Temos uma chance"

Stale Solbakken diz que seria uma surpresa caso a Noruega eliminasse o Brasil na Copa do Mundo e faz vários elogios a Vini Jr. e às peças disponíveis para Carlo Ancelotti no banco de reservas

GLOBOESPORTE.COM / GABRIELA RIBEIRO


Stale Solbakken, técnico da Noruega na Copa do Mundo de 2026 — Foto: Hannah Mckay / Reuters

A Noruega está se permitindo sonhar com a possibilidade de vencer o Brasil e seguir viva na Copa do Mundo 2026. Na véspera do mata-mata em Nova Jersey, o técnico Stale Solbakken reconheceu o favoritismo da seleção brasileira, porém deixou claro que acredita nas chances da sua equipe surpreender e ficar com a classificação à fase quartas de final.

— O Brasil ainda é o favorito. Eu disse que talvez não sejam mais os grandes favoritos, como foram anos atrás. É difícil atribuir uma porcentagem. O que importa é o seguinte: podemos bater o Brasil, mas para isso teremos que jogar o nosso 100% em campo. Temos sim uma chance de bater o Brasil — afirmou Solbakken em coletiva de imprensa na tarde deste sábado.

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O comandante da Noruega demonstrou especial preocupação com o sistema ofensivo do Brasil e com as peças disponíveis a Carlo Ancelotti no banco de reservas. O treinador citou nominalmente o atacante Vini Jr. em mais de uma oportunidade e disse aguardar ter menos a posse da bola do que a Seleção.

— Temos que ver se vamos dar conta da mudança de combinações que o trio de ataque do Brasil trará. Eles podem jogar com quatro jogadores na frente, assim como foi no segundo tempo do jogo contra o Japão. Temos que ver se vamos conseguir acompanhá-los — pontuou Solbakken, também reconhecendo que a média de altura da seleção norueguesa pode ser uma vantagem.

Em um outro momento da entrevista coletiva, o noruguês foi questionado se a vitória de sua equipe seria uma surpresa nesta Copa do Mundo. A resposta de Solbakken foi enfática:

— Sim, acho que seria uma surpresa.

Sobre o aguardado confronto individual entre Erling Haaland e Gabriel Magalhães, o comandante da Noruega minimizou qualquer possibilidade de polêmica e afirmou que o duelo se trata do embate entre duas equipes, não de determinados jogadores.

— Acho que o Brasil tem uma das maiores parcerias de defesa nesta Copa. São dois jogadores (Gabriel Magalhães e Marquinhos) que estão no topo do futebol mundial, mas será um jogo entre Brasil e Noruega. Sem dúvida, haverá duelos importantes. Para mim, se resume a um jogo de Brasil e Noruega — concluiu Solbakken.

O duelo entre Brasil e Noruega será disputado no estádio de Nova Jersey, a partir das 17h (de Brasília), do domingo. Em caso de empate no tempo normal, o confronto irá para a prorrogação. Mantendo a igualdade, teremos pênaltis para definir o classificado à fase quartas de final da Copa do Mundo 2026.

Confira outros trechos da entrevista coletiva de Stale Solbakken:

Esta será a partida mais importante da história da Noruega? — Precisamos jogar a partida, não as circunstâncias. Temos que garantir que vamos jogo, não a ocasião do jogo. Desde que ganhamos o primeiro jogo da fase de grupos, digo que é importante nos concentrarmos na partida. 

Ryerson terá condições de jogo? — Ele treinou, não fez a mesma carga dos outros jogadores, mas não está com dor nos últimos dois dias. Não estamos certos sobre a escalação final, ainda tem outros jogadores que talvez possam ser opções interessantes. Independente de qual seja a escalação, talvez ele não jogue os 120 minutos da partida. 

Sobre preocupação com Vini Jr. — Muitos treinadores têm essa preocupação com o Vini Jr. nos últimos anos. Ele parece estar com uma condição física e energia muito boas. As alas são importantes, mas também é muito importante ajudar os jogadores que jogam mais recuados para não termos problemas. As situações são inevitáveis. Eles (defensores) com certeza vão ter o suporte dos colegas. 

A Noruega terá uma postura ofensiva? — Eu acho que é uma combinação. O Haaland precisa de ajuda, assim como qualquer outro jogador. Ele tem tido um desemepnho muito bom, conseguiu marcar. Percebemos que existem formas de atender à qualidade dele. Temos um pensamento ofensivo, mas durante os 90 minutos ou 120 minutos, o Brasil também terá que se defender. Claro que menos tempo do que nós, mas precisam tomar cuidado. 

Na sua opinião, por que a Europa tem neutralizado o Brasil? Qual a sua opinião? — Eu acho que quando você vê os times nessa Copa do Mundo, você vê que os times estão jogando um jogo mais equilibrado. Dá para ver os times africanos mais organizados, bem mais organizados. Nessa era atual, não vemos mais uma diferença tão grande como era antigamente. 

Essa é a grande chance da história da Noruega em Copas do Mundo? — Não temos muitas oportunidades de jogar contra um time como o Brasil. Historicamente, o Brasil nunca venceu a Noruega em Copas, mas não disputamos tantas partidas, né? Adoraríamos manter essa estatística, agora é outra história, temos sim uma chance e queremos aproveitar. 

Sobre fala citando Carlo Ancelotti no vestiário da Noruega após a classificação contra Costa do Marfim. O que você tem a dizer sobre? — Como já disse outras vezes, só queria elogiar o trabalho do Ancelotti porque é um dos maiores técnicos do futebol europeu, talvez o maior, tendo ganhado tantas vezes a Champions League e tútulos nacionais em outros países. Acredito que a forma como ele trata os adversários e como se comporta, é um exemplo para todos, inclusive para nós. É uma referência. É muito bom que tenha assumido uma seleção nacional, uma das maiores do mundo neste torneio. Para seguirmos aqui, teremos que vencê-lo. 

Qual o ponto mais forte do Brasil sob a visão da Noruega? — Brasil tem vários bons jogadores. Estamos bem preparados para essa partida, acho que o nosso ponto mais forte é manter nossa identidade. Não importa contra quem você está jogando, você precisa levar em consideração alguns aspectos do adversário. O Brasil tem jogado com muita seriedade, a gente tentará manter nosso jogo e nossa identidade. 

Qual Noruega é mais forte: 1998 ou 2026? — Acho que o time de 1998 era completamente diferente do que temos hoje. Em 1998, a seleção era baseada em uma organização muito forte na defesa e em contra-ataques. Hoje, nos concentramos mais em atacar e deixar o outro time na defesa. Temos vários jogadores com esse estilo, que não deixam o adversa´rio ficar com a posse de bola. Naquela época, eles já tinham passado da fase de grupos. Hoje, estamos falando de outro mata-mata, então de uma forma ou de outra, temos que vencer para passar. 



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