• Sábado, 04 de Julho de 2026

Ancelotti vê evolução do Brasil e dá notas para cada jogo da Seleção na Copa; veja

Treinador diz que Neymar e Vini Jr podem atuar juntos e comenta mudança no time para jogo contra a Noruega: "Não temos um jogador como o Paquetá"

GLOBOESPORTE.COM / BRUNO CASSUCCI E CAHê MOTA


Raphinha, em treino da Seleção neste sábado — Foto: André Durão

Para Ancelotti, o Brasil está em evolução na Copa do Mundo. Em coletiva bem humorada neste sábado, antes do jogo das oitavas de final deste domingo, entre Brasil e Noruega, às 17h, em Nova York, o treinador da seleção brasileira deu notas para cada jogo da Seleção no Mundial até aqui.

— É um dado que pensamos depois do jogo, que foi um 5 contra o Marrocos, 6,5 contra o Haiti, um 7 contra Escócia e, porque estávamos felizes, um 7,5 contra o Japão — brincou o técnico, que completou:

— Acho que melhorou a qualidade com bola. No primeiro jogo fizemos muitos erros com bola. Agora é mais acertado com bola, tem menos erros de passe e mais acertos na frente.

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O objetivo agora é aumentar a média de notas do Brasil, que não terá Lucas Paquetá contra os noruegueses. O treinador disse que já tem um substituto para o meia na seleção brasileira, mas não revelou quem entrará em campo. Ele citou Danilo e Martinelli como concorrentes para a vaga.

— Não temos um jogador como o Paquetá . O Danilo é diferente, o Martinelli é um ponta, então... Tenho tempo para pensar. Como sempre se diz, já pensei, já resolvi o tema. Nessas horas, só confiança.

— Não temos no elenco jogadores com a qualidade de Lucas Paquetá. Temos que substituir com outros jogadores. Danilo é diferente de Gabriel, que é diferente de Cunha, que é diferente de Éderson. Teremos em conta o que é melhor para a equipe, sabendo das forças do rival.

Ancelotti afirmou que o critério será alguém que recomponha pelo lado esquerdo, como Paquetá fazia. Com a bola, o papel será ocupar a faixa do campo entre o centro e a esquerda.

— A nível defensivo, alguém que possa recompor pela esquerda quando a equipe não tem a bola. Quando a equipe não tinha a bola, Paquetá fazia isso. Martinelli e Danilo podem fazer isso. Com a bola, tem que ocupar bem a posição entre o centro e a esquerda. Essa posição às vezes pode ser ocupada por Danilo Santos ou Vini Jr. A nível ofensivo, não muda. Muda a interpretação do jogador a depender das características. Danilo é diferente de Martinelli.

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O treinador da seleção brasileira disse que Raphinha pode estar disponível para o Brasil contra a Noruega. Ainda longe dos 100%, o atacante se recuperou de uma lesão e tem chances de ir para o banco de reservas, depois de ter participado dos últimos dois treinos.

— Raphinha está avançando muito bem, não está 100%, mas pode estar disponível no banco e jogar alguns minutos ou ser útil em alguns momentos. Recuperou muito bem e muito rápido, estamos felizes com isso porque Raphinha é muito importante para a equipe.

Ancelotti afirmou que a seleção brasileira tem experiência para esse tipo de jogo decisivo. O treinador italiano citou a partida contra o Japão, vencida com virada nos acréscimos, com gol de Martinelli. Para o técnico, é fundamental ter jogadores experientes na equipe para lidar com a pressão desses cenários.

— Acho que sim porque experiência é um aspecto muito importante. Na Copa do Mundo, o nosso último jogo mostrou isso. Às vezes, a equipe de bom nível não está acostumado a gerir os últimos minutos, a pressão dos últimos minutos e o resultado. Então, ter uma equipe experiente com jogadores acostumados a esse tipo de nível é importante.

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Ao ser perguntado sobre as características dos jogadores do banco de reservas, Ancelotti disse que é importante ter jogadores de perfis diferentes para o decorrer do jogo. Alguns jogadores importantes não foram utilizados na partida contra o Japão, como Neymar, por exemplo.

— Muito importante porque temos realmente diferentes no banco. Temos que ter em conta sempre que o jogo não acaba no minuto 90. Pode ser que o jogo tenha prorrogação, e jogadores frescos podem mudar o jogo.

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Outros trechos da coletiva

Brasil não marcou de bola parada, preocupa? Pensa em Vini e Neymar juntos?

Ancelotti: "Bola parada sim até agora não aproveitamos as qualidades, pode ser que tenhamos que cobrar melhor. Temos ensaiado bem e temos confiança que podemos marcar nesse aspecto. Neymar e Vini podem sim jogar juntos, creio que vão jogar juntos."

Em 2015, Odegaard foi procurado por muitos clubes europeus, acabou no Real Madrid e você escreveu que não seria sua escolha. O que acha do desenvolvimento do jogador?

Ancelotti: "A gente viu que ele era muito talentoso no Real Madrid, chutes excelentes, ele mudou de clube, é um jogador importante para o Arsenal e está mostrando as qualidades dele e ele cresceu, é muito inteligente, ele conhece muito bem o jogo, é um dos principais da Noruega."

Haaland e Gabriel Magalhães. Preparou alguma marcação especial ou quando encontra adversários como Haaland é outro tipo de marcação.

Ancelotti: "Todo mundo conhece Haaland, não tenho que explicar a meu zagueiro como joga Haaland, ele conhece melhor que eu porque jogou contra muitas vezes. Estamos focados em preparar bem o jogo incluindo as características de Haaland que temos que ter em conta que é um atacante muito, muito perigoso."

Acha que a defesa da Noruega pode exigir a mesma coisa que contra o Japão? Nesse sentido Martinelli pode ser uma alternativa para abrir

Ancelotti: "Para falar sobre estratégia, creio que não é o lugar mais correto. No último período há muito tempo que Vini muda de posição, no Real Madrid, aqui. Creio que vai ser um problema para o rival que ele possa mudar a posição no campo, por fora pode dar assistências e por dentro pode marcar muitos gols."

Chances dos adversários contra times favoritos

Ancelotti: "Quem podia dizer que Argentina sofreria contra Cabo Verde? Ninguém. Futebol moderno é assim. Não é uma falta de Argentina, é um parabéns a Cabo Verde, a seus jogadores, treinador, para jogar um jogo tão bonito."

Você conseguiu implementar o que quer no Brasil?

Ancelotti: "Acho que a equipe não está em seu melhor momento, creio que podemos alcançar melhor qualidade no jogo, melhor consistência. A equipe melhorou desde o primeiro jogo e segue melhorando."

Técnico da Noruega fez elogios, disse que o time tem características ofensivas, isso tem a ver com a formação do nosso meio campo. Você acredita que a Noruega vai jogar assim tão ofensivamente?

Ancelotti: "É uma equipe sim que tem muita qualidade ofensiva, muito bem equilibrada, também é ofensiva, estou de acordo nisso, é difícil buscar transição rápida contra eles porque tem bom equilíbrio no meio campo."

Você é conhecido pela presença serena no banco. Fale de suas emoções de estar liderando a equipe contra a Noruega

Ancelotti: "Lógico que me preocupo, mas não significa que estaria ansioso. Preciso me preocupar para antecipar o que vai acontecer na partida, é normal, mas tenho confiança. Nós já vínhamos melhorando e espero melhorar amanhã também."

Não teme muito espaço de contra-ataque com quatro jogadores de características ofensivas?

Ancelotti: "Sim, é um aspecto que temos que considerar porque as características defensivas de Martinelli não são as de Danilo Santos, que é um meia muito ofensivo, por isso marca muitos gols. Então o equilíbrio não é só colocar jogadores com diferentes características, é estar também no pensamento dos jogadores que estão atrás de manter uma boa vigilância quando o time ataca."

Noruega tem enfrentando desafios por lesão do lado direito. É uma vantagem para vocês e Vini?

Ancelotti: "Ryerson é um jogador excelente, e a lateral direita não afeta muito a situação da Noruega."



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