• Quinta, 09 de Julho de 2026

Pragmático? Deschamps reverte rótulo na França com quarteto de ataque e empolga em despedida

Técnico da seleção desde 2012, ele deixará o cargo depois da Copa do Mundo e comanda um dos melhores ataques da competição. Nesta quinta, equipe busca uma vaga na semifinal

GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE


Deschamps comemora classificação da França na Copa do Mundo — Foto: REUTERS/Mike Segar

Há 14 anos no comando da seleção francesa, Didier Deschamps vive clima de despedida, já que deixará o cargo ao fim da Copa do Mundo. Campeão como jogador em 1998 e como técnico em 2018, ele vive um dos melhores momentos à frente da equipe nacional, que nesta quinta-feira enfrenta o Marrocos, às 17h (de Brasília), em busca de uma vaga na semifinal.

Com trajetória vitoriosa que se iniciou em 2012, depois do fiasco da seleção que caiu na fase de grupos do Mundial de 2010, Deschamps conviveu nos primeiros anos de trabalho com uma crítica, de que seu estilo era pragmático e defensivo.

– Isto só reflete parcialmente a realidade – resumiu o técnico para o L'Equipe, ao tratar do rótulo, em 2020.

VEJA TAMBÉM: + 🔍 adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google + Calendário da Copa: veja datas e horários dos jogos + SIMULADOR: escolha quem avança na Copa + Veja a tabela da Copa do Mundo

Naquele momento, Deschamps já tinha vencido a Copa do Mundo de 2018 e ainda assim lidava com análises de um estilo de jogo que poderia ser mais ofensivo.

Ao tratar do assunto, o treinador sempre disse que buscava em suas equipes, acima de tudo, o equilíbrio. Para ele, o sistema com quatro atacantes que usa nesta Copa nem é uma novidade, já que optou por estratégia parecida em 2022, com Griezmann, Dembélé, Mbappé e Giroud.

A seleção de 2026, porém, é considerada mais vistosa, ainda com Mbappé e Dembélé, mas agora reforçada por Michael Olise, além dos jovens Barcola e Doué revezando-se no quarteto.

A formação dá à França o melhor ataque da Copa do Mundo, com 13 gols em cinco jogos, empatada com a Argentina. Mas ao mesmo tempo uma necessidade de mudança no estilo de pensar da comissão técnica.

– Já estamos há um ano neste esquema, o 4-2-3-1. Temos jogadores de qualidade, com capacidade de atacar e defender. Pode ter alguns momentos de desequilíbrio, mas temos que aceitar – resumiu Guy Stéphan, auxiliar e braço direito de Didier Deschamps.

A equipe francesa encaixou com Olise como armador, Doué/Barcola na esquerda, Dembélé na direita e Mbappé como referência. Isto de início, pois durante os jogos há uma intensa movimentação entre eles para confundir a marcação.

A vitória por 1 a 0 sobre o Paraguai, nas oitavas de final, foi a primeira em que a seleção não fez pelo menos três gols na competição.

A três jogos do tricampeonato mundial, a França tenta deixar de lado o clima de despedida para a atual comissão técnica. O assunto tem sido tema nas recentes entrevistas do treinador nesta Copa do Mundo, mas a resposta é sempre a mesma:

– Eu não penso nisso de jeito nenhum. Porque também poderia ter sido o último antes. Na minha cabeça, assim como na da minha comissão técnica, o objetivo é fazer de tudo para que dê tudo certo. Estou concentrado nesta equipe do Marrocos para garantir que as coisas corram bem para nós – respondeu o treinador, na véspera do confronto.

Com 182 jogos à frente da seleção francesa, Deschamps tem 119 vitórias ao todo e se tornou nesta Copa do Mundo o técnico que mais venceu na história da competição: 18.

Ele bateu a marca de Helmut Schön e pode igualar outra marca do alemão: mais jogos como técnico em Copas. Schön fez 25 partidas, e Deschamps comandará a sua 24ª nesta tarde. Caso a França se classifique, irá empatar o feito na semifinal.



Ao utilizar nossos serviços, você aceita a política de monitoramento de cookies.
Para mais informações, consulte nossa política de cookies.