Coronel Sapucaia
Presa há 4 dias, dona de plano de saúde vai para casa amamentar bebê
Jessyca Burgatt estava sem dar "mamá" à criança desde terça-feira, segundo a advogada
ANAHI ZURUTUZA / CAMPO GRANDE NEWS
Presa há quatro dias na Operação Gutenberg, Jessyca Duarte Burgatt conseguiu autorização da Justiça para cumprir prisão domiciliar e voltar para casa, onde poderá amamentar o filho de 1 ano. Desde que foi detida, na terça-feira (7), ela não conseguiu amamentar a criança nenhuma vez, segundo a defesa.
A decisão foi confirmada ao Campo Grande News na tarde desta sexta-feira (10) pela advogada Fábia Nakazato, que atua na defesa de Jessyca ao lado do advogado Perseu Jordan.
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Até o fechamento desta matéria, a investigada ainda não havia deixado a prisão. Aguardava a escolta para ir até a UMMVE (Unidade Mista de Monitoramento Virtual Estadual) para colocar a tornozeleira eletrônica.
Questionada se Jessyca havia conseguido amamentar o filho em algum momento desde a prisão, a advogada respondeu: “Nenhum dia'.
O deferimento do pedido da defesa no processo que tramita no Núcleo de Garantias de Campo Grande também aparece em publicação disponibilizada nesta sexta-feira (10) no DJ (Diário de Justiça),
Jessyca é sócia de uma operadora de planos de saúde com sede em Três Lagoas e foi presa preventivamente na Gutenberg na terça-feira (7). Ela é filha de Ed Carlo Britto Burgatt, ex-coordenador estadual da Regulação Assistencial da SES (Secretaria de Estado de Saúde), também preso pela ofensiva do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).
Na audiência de custódia realizada após a prisão, a defesa já havia pedido que Jessyca fosse colocada em prisão domiciliar por ser mãe de duas crianças, uma delas de 1 ano e ainda em fase de amamentação. Naquele momento, porém, o pedido não foi analisado porque a prisão preventiva havia sido decretada por outro juízo.
A Operação Gutenberg investiga um suposto esquema de fraudes em contratos públicos para a compra de livros paradidáticos que, segundo o Gaeco movimentou R$ 27 milhões. A apuração também alcança suspeitas de que a estrutura de regulação do SUS (Sistema Único de Saúde) teria sido usada para pressionar a compra dos materiais.
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