Coronel Sapucaia
Professores aprovam reajuste de 5,4% parcelado até janeiro de 2027
Assembleia com 250 servidores aceita proposta após seis votações e semanas de negociação
GUSTAVO BONOTTO E JUDSON MARINHO / CAMPO GRANDE NEWS
Professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) aprovaram, na noite desta segunda-feira (13), a proposta da Prefeitura de Campo Grande para pagar o reajuste salarial de 5,4% em três parcelas. Cerca de 250 profissionais participaram da assembleia realizada na sede da Fetems.
O acordo prevê o pagamento de 2% em setembro deste ano, 1,4% em dezembro e 2% em janeiro de 2027. A prefeitura usará a folha salarial de agosto como base para calcular as três parcelas.
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O ofício enviado pelo Executivo também determina a publicação da tabela salarial atualizada e de um calendário oficial para reuniões mensais da comissão que acompanha as políticas e os recursos da educação municipal. Os encontros devem começar em agosto.
O reajuste alcançará professores efetivos, temporários, convocados e profissionais com aulas complementares. A manutenção de todos os grupos no acordo foi um dos pontos considerados pela categoria durante a votação.
A assembleia também aceitou adiar a discussão sobre os 3% previstos na Lei Municipal 7.523, de novembro de 2025. A norma estabelecia a incorporação do percentual em setembro deste ano, mas a negociação será retomada em janeiro de 2027.
A comissão formada pela prefeitura, pela ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) e por representantes da Câmara Municipal deverá discutir a implantação desses 3% entre janeiro e maio do próximo ano. A categoria manteve, porém, a defesa da lei que estabelece o piso salarial para jornada de 20 horas semanais.
O presidente da ACP, Gilvano Bronzoni, afirmou ao Campo Grande News que o acordo não atende integralmente à reivindicação inicial, mas preserva pontos considerados importantes pelos professores.
“Saímos deste movimento não com aquilo que pretendíamos, que era o pagamento à vista, mas com o reajuste parcelado em setembro, dezembro e janeiro de 2027. Também garantimos que professores temporários, convocados e com aulas complementares não ficassem à margem da categoria', disse.
A negociação começou após a paralisação realizada em 12 de junho, quando professores caminharam pela região central da cidade para cobrar o cumprimento da política salarial do piso para 20 horas.
Nas semanas seguintes, a ACP, a prefeitura e a Comissão Permanente de Educação da Câmara participaram de seis reuniões. As primeiras rodadas terminaram sem consenso sobre o percentual e o calendário de pagamento.
Em 7 de julho, a prefeitura apresentou uma proposta com parcelas de 1,7% em setembro, 1,7% em dezembro e 2% em janeiro de 2027. Os professores rejeitaram o cronograma por ampla maioria e exigiram o pagamento de todo o índice ainda em 2026.
Na mesma assembleia, a categoria pediu nova reunião com a prefeita Adriane Lopes, a publicação da tabela salarial e a criação de um calendário permanente para acompanhar as contas e os investimentos da educação.
Adriane voltou a se reunir com representantes do sindicato e da Câmara em 10 de julho. Após mais de duas horas de discussão, o Executivo decidiu reformular os percentuais, mas manteve a última parcela para janeiro do próximo ano.
O novo documento elevou a primeira parcela de 1,7% para 2%, reduziu a segunda de 1,7% para 1,4% e preservou os 2% finais para janeiro de 2027. A proposta também incorporou as exigências sobre a tabela salarial e as reuniões mensais da comissão.
“Entramos neste movimento com reajuste zero. Não conseguimos o pagamento nos meses pretendidos, mas saímos com avanços e com a manutenção da luta pelo piso para 20 horas', afirmou Gilvano.



