• Quarta, 22 de Julho de 2026

Empresário é executado no quintal de casa por dupla em motocicleta

Matheus Luiz de Castro Vasconcelos tentou se esconder, mas acabou sendo atingido; autores fugiram

ANA PAULA CHUVA E GENIFFER VALERIANO / CAMPO GRANDE NEWS


Movimentação policial no local onde crime aconteceu (Foto: Sofia Lupaes)

Empresário de 23 anos identificado como Matheus Luiz de Castro Vasconcelos foi morto a tiros enquanto esperava um eletricista no quintal de casa na região do Bairro Jardim dos Estados, em Campo Grande, na manhã desta quarta-feira (22). O imóvel foi comprado pela vítima em janeiro e estava sendo reformado.

Ao Campo Grande News, o irmão relatou que o rapaz era dono do imóvel e aguardava o eletricista quando dois homens passaram em uma motocicleta já efetuando os disparos. Matheus chegou a correr para dentro da casa, mas foi atingido e morreu no local antes da chegada do socorro.

Equipes da Polícia Militar e do Batalhão de Choque estão no local. Vizinhos afirmaram que ouviram os tiros, mas pensaram ser barulho de motocicletas até que a informação do crime passou a circular no grupo do bairro.

Até o momento, foram recolhidas ao menos 13 cápsulas no local que fica na Rua Itapuã e a suspeita inicial é de que o homicídio tenha relação com agiotagem.

À reportagem, um pedreiro que estava na casa contou que o crime aconteceu por volta das 6h40. A vítima estava sentada em uma cadeira de fio no quintal do imóvel quando os atiradores chegaram.

'Parecia um faroeste. Fui para o muro alto me esconder. Pensei: se os caras forem matar mais gente, eu vou morrer. Tem umas 15 cápsulas caídas. Eu escutei os caras atirarem, aí deu uma pausa de uns 30 segundos, acho que trocaram o carregador, e continuaram atirando', disse o trabalhador.

O homem que preferiu não se identificar contou ainda que o imóvel foi comprado pela vítima em janeiro deste ano e que ele estava reformando para se mudar com a família. Matheus é natural de Camapuã e a esposa está grávida de cinco meses.

'Pessoas humildes, moravam em Camapuã. O pai dele tinha terra, vendeu e deu um capital de giro para ele. Ele comprava e vendia carros e motos', explicou o pedreiro, que conhecia a vítima há três anos.



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