Coronel Sapucaia
Família usa "coleira infantil" para manter bebê na calçada e conselho é acionado
Denúncia apontava situação de risco; conselheiros constataram que a criança estava sob supervisão
CLARA FARIAS / CAMPO GRANDE NEWS
Quem passou pelo Centro de Campo Grande, na manhã desta quarta-feira (29), estranhou a cena de um bebê preso por uma guia de segurança fixada à estrutura metálica de um estabelecimento comercial. A situação foi enviada ao Campo Grande News pelo canal Direto das Ruas e mobilizou o 3º Conselho Tutelar, que foi até o local para verificar se havia risco à criança.
Conforme apurado pela reportagem, a denúncia foi feita por volta das 9h30. No local, os conselheiros constataram que a criança, de 1 ano e 6 meses, não estava amarrada por cordas ou correntes, mas utilizava uma guia de segurança infantil, conhecida como 'coleira infantil'. O equipamento estava preso a uma grade do comércio para limitar a distância que o menino poderia percorrer, enquanto permanecia acompanhado pelos familiares.
Segundo informações repassadas pelo Conselho Tutelar à reportagem, não foi constatada nenhuma irregularidade. Os responsáveis estavam ao lado da criança durante toda a permanência da equipe, e o equipamento era utilizado como medida de proteção para impedir que o menino corresse em direção à rua de intenso fluxo de veículos.
O avô da criança explicou ao Campo Grande News que o neto acompanha diariamente a rotina de trabalho da família e estava sob os cuidados dele enquanto a mãe se ausentou por alguns minutos. 'Ele tem 1 ano e 6 meses. Nós trabalhamos aqui e ele sempre vem com a gente', disse. Segundo ele, a guia é uma forma de evitar acidentes.
'Ele está numa fase em que, se soltar, sai correndo. Corre em direção à rua porque acha que é brincadeira e ainda não tem noção do perigo. Como aqui é um lugar movimentado, essa é a forma que encontramos para garantir a segurança dele', afirmou.
Segundo o Conselho Tutelar, a chamada 'coleira infantil' pode ser utilizada como equipamento de segurança e, no caso verificado, não houve irregularidade. Conforme o órgão, a criança estava sob supervisão dos responsáveis durante todo o tempo. 'O equipamento pode ser usado dessa forma, desde que a criança seja supervisionada a todo momento', esclareceu o conselho.
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