• Sábado, 01 de Agosto de 2026

Tereza diz que estará na campanha de Flávio “de uma maneira ou de outra”

Senadora confirma que aceitou ser vice, mas a decisão dependia do aval do PP e da federação

KAMILA ALCâNTARA E FERNANDA PALHETA / CAMPO GRANDE NEWS


Senadora Tereza Cristina (PP) sorridente durante coletiva de imprensa realizada na mega-convenção partidária, na manhã deste sábado (1°) (Foto: Maya Severino)

A senadora Tereza Cristina (PP) falou pela primeira vez, neste sábado (1º), sobre o convite para ser candidata a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL). Durante a mega-convenção da aliança governista em Campo Grande, ela confirmou que havia aceitado a proposta, mas condicionou a decisão ao aval do partido e da federação formada por PP e União Brasil.

“Eu recebi o convite do Flávio Bolsonaro e disse a ele que aceitaria, mas que não era uma decisão individual. O partido e a federação, não só o PP, mas também o União Brasil, precisavam chancelar essa candidatura', afirmou.

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A composição acabou inviabilizada depois que a direção nacional do Progressistas decidiu manter neutralidade na disputa pela Presidência da República. Sem o apoio formal da legenda e sem convenção nacional para aprovar uma coligação, Tereza ficou impedida politicamente de avançar com a candidatura.

Segundo a senadora, a decisão foi tomada após consultas aos diretórios estaduais. Ela afirmou que respeita a posição adotada pelo partido. “Conversamos muito e o meu partido, o Progressistas, achou que devia manter a neutralidade. Consultou vários presidentes', disse.

Apesar de não integrar oficialmente a chapa, Tereza deixou claro que continuará apoiando Flávio Bolsonaro durante a campanha presidencial.

“Quero dizer que vou estar na campanha do Flávio Bolsonaro, de uma maneira ou de outra, ajudando, porque acredito que esse é o campo que pode colocar o Brasil no rumo de que precisamos', declarou.

A fala esclarece que a neutralidade é institucional, e não necessariamente pessoal. Tereza continuará vinculada ao projeto eleitoral de Flávio, mas sem ocupar a vaga de vice enquanto prevalecer a decisão nacional do PP.

A senadora também relacionou a articulação presidencial à aliança formada em Mato Grosso do Sul, que reúne partidos de centro e de direita em torno da tentativa de reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).

“Essa coligação aqui de Mato Grosso do Sul mostra isso, para pensar no Estado e pensar no que queremos para o nosso País', afirmou.

A indicação de Tereza vinha sendo defendida por Flávio Bolsonaro como uma forma de ampliar a chapa para além do núcleo do PL e aproximá-la do agronegócio e de partidos do centro. A neutralidade do PP, porém, retirou a principal condição necessária para que a candidatura fosse oficializada.

O governador Eduardo Riedel (PP) também se manifestou sobre o impasse e adotou um tom mais crítico em relação à posição nacional do partido. Ele afirmou que condena a decisão inicial do Progressistas de permanecer neutro na disputa presidencial e defendeu que a legenda continue negociando para permitir a participação de Tereza Cristina na chapa.

“Eu, pessoalmente, quero registrar uma coisa. Sou do PP e condeno fortemente a decisão tomada pelo partido inicialmente', afirmou.

Riedel classificou Tereza como uma das figuras públicas mais capazes de contribuir com o futuro do País e disse que ela deveria participar da disputa nacional.

“A senadora Tereza talvez seja uma das pessoas públicas do Brasil que mais podem contribuir com o nosso futuro, pela história, pela atuação, pela capacidade de reunir pensamento e ação em prol de mudanças estruturantes', declarou.

Para o governador, a decisão não depende apenas da vontade da senadora, mas ainda pode ser revista pela direção nacional da legenda.

“A gente tem que lutar até o fim para que o nosso partido, em âmbito nacional, tenha essa possibilidade de se unir, coligar e levar o nome da senadora Tereza à vice-presidência do Brasil', termina.

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