Coronel Sapucaia
Comerciante é preso suspeito de matar homem por dívida de 15 cervejas
David Nascimento morreu em 27 de julho, após passar três dias internado em decorrência dos ferimentos
CLARA FARIAS / CAMPO GRANDE NEWS
Proprietário de uma conveniência, Leonardo Bezerra Meirelles, de 29 anos, foi preso nesta terça-feira (4), suspeito de matar a tiros David Nascimento Zaghi, de 31 anos, no fim de julho, em Campo Grande. Conforme a investigação, o crime teria sido motivado pelo fato de a vítima ter consumido cerca de 15 cervejas no estabelecimento e não ter pago a conta.
A prisão temporária foi cumprida pela DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa), que também realizou buscas em endereços ligados ao suspeito. Durante a ação foi apreendida uma arma de fogo que teria sido utilizada no crime.
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David foi baleado com quatro tiros no dia 25 de julho, em uma conveniência no Jardim Itamaracá. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado para atendimento médico, mas morreu três dias depois, na tarde do dia 27, na própria residência, após receber alta hospitalar.
Na época, familiares relataram ao Campo Grande News que David ainda apresentava dificuldades após os disparos. Segundo a irmã da vítima, que acompanhou a saída dele do hospital, o homem não conseguia se manter em pé e passou a maior parte do tempo sonolento.
Durante as investigações, a DHPP informou que conseguiu identificar o veículo utilizado no crime por meio de imagens de câmeras de segurança e levantamentos de inteligência. O automóvel teria sido ligado ao suspeito, que também possuía uma arma registrada em seu nome.
Conforme a polícia, testemunhas reconheceram Leonardo como o autor dos disparos e relataram que ele teria dito que David havia consumido cerca de 15 cervejas na conveniência e saído sem pagar. A suspeita é de que o desentendimento tenha motivado o crime.
Leonardo foi ouvido durante o interrogatório e, conforme a Polícia Civil, optou por permanecer em silêncio. As investigações continuam e devem ser encaminhadas ao Ministério Público e ao Poder Judiciário após a conclusão do inquérito.
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