• Segunda, 10 de Agosto de 2026

Barrado da Copa, árbitro da Somália fala sobre frustração e estreia na Supercopa da Uefa

Omar Artan será o primeiro árbitro não europeu a comandar a final da competição europeia e conta como lidou com a frustração de não poder trabalhar no Mundial: "Nunca pare de sonhar"

GLOBOESPORTE.COM


Omar Artan, árbitro somali, vai apitar na Supercopa Europeia — Foto: Hector Vivas - FIFA/FIFA via Getty Images

Omar Artan está prestes a viver um momento histórico na carreira. O árbitro da Somália, que teve a entrada nos Estados Unidos negada e ficou fora da Copa do Mundo, foi escolhido para apitar a final da Supercopa da Uefa, entre PSG e Aston Villa, e será o primeiro não europeu a comandar uma decisão da competição. Artan comemorou o feito e comentou pela primeira vez a frustração de não poder trabalhar no Mundial.

— Foi um período muito difícil. Muitas pessoas têm compaixão por mim, porque quando alguém trabalha muitos anos e deveria fazer algo, e de repente não consegue, é muito desafiador. Agradeço muito o apoio que recebi em todo o mundo, sou muito grato — disse em entrevista ao site oficial da Uefa.

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Artan havia sido selecionado entre os 52 árbitros da Copa do Mundo de 2026 e se tornaria o primeiro somali da história a atuar no torneio. No entanto, foi impedido de entrar nos Estados Unidos. O profissional chegou a dizer que as autoridades não lhe deram nenhuma justificativa para a recusa.

De acordo com a imigração dos Estados Unidos, o árbitro "foi considerado inadmissível devido a preocupações com a verificação de antecedentes e teve sua entrada negada" para a Copa do Mundo. A Fifa naquele momento chegou a dizer que não se envolvia com nos processos de imigração dos países.

Ainda em junho, pouco depois de retornar do Mundial, Omar Artan foi escolhido para apitar a Supercopa Europeia, entre PSG e Aston Villa, marcada para 12 de agosto, em Salzburgo, na Áustria.

— Quando recebemos essa ligação, foi, para mim e minha família, um momento realmente muito, muito feliz — afirmou.

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Aos 34 anos, Omar Artan integra o quadro internacional da Fifa desde 2018 e foi eleito o melhor árbitro da África em 2025. Em maio, comandou a final da Liga dos Campeões da África entre Mamelodi Sundowns e AS FAR.

— Acredito que, se eu consegui, qualquer um consegue. Você pode fazer o que quiser. Nunca pare de sonhar. Se você quer ser árbitro, é a melhor coisa que você pode fazer. Então, vá atrás disso e faça acontecer, e não pare, independentemente do que aconteça e independentemente das pessoas que tentem impedi-lo de fazer seu trabalho — desabou o árbitro ao falar sobre seu sonho.

Com Artan apitando, PSG e Aston Villa se enfrentam nesta quarta-feira, às 16h (de Brasília), pela grande decisão da Supercopa da Uefa, em Salzburgo, na Áustria.



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