• Terça, 11 de Agosto de 2026

“Ciclone, furacão, guerra”: alarme da Defesa Civil só vai tocar em caso extremo

Coordenador estadual explica que apenas eventos muito fora da normalidade acionam o alerta sonoro

CASSIA MODENA / CAMPO GRANDE NEWS


Agente da Defesa Civil visualiza alarme em dia de testes (Foto: Divulgação/Governo de MS)

Após o “alerta extremo' falso que uma invasão hacker enviou aos celulares, o sistema que notifica por som a possibilidade de um evento extremo está funcionando regularmente em Mato Grosso do Sul e nos demais estados.

O coordenador da Defesa Civil Estadual, Hugo Djan, afirmou hoje (11) que moradores de todos os municípios poderão receber o alerta, mas não é por qualquer motivo.

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“Precisa ser um evento muito extremo, fora da nossa normalidade. Ciclone, furacão, guerra', cita.

Os furacões, no entanto, são improváveis no Estado porque esses fenômenos não costumam atingir o interior dos continentes. O Brasil tem registro excepcional, chamado de 'Catarina', que atingiu o litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina em 2004 com ventos que chegaram a cerca de 180 km/h. Ele é reconhecido pelo Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).

Já os ciclones extratropicais, sim, têm maiores chances de produzir efeitos indiretos em Mato Grosso do Sul, como temporais acompanhados de granizo e fortes rajadas de vento. A depender da intensidade, há capacidade de destruição.

Djan explicou que o alerta que tiver relação com a meteorologia só vai ser disparado quando a Defesa Civil de MS for notificada pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) de que um evento extremo se aproxima. Este ano, com a probabilidade de condições climáticas alteradas por força do Super El Niño, segundo já apontaram órgãos oficiais, isso não é descartado.

No Rio de Janeiro - O alarme falso soou em 19 de junho ou em 20 de junho, a depender do fuso horário adotado no Estado onde a pessoa estava. Depois disso, outro repercutiu por ter tocado ao vivo na transmissão de um jornal no Rio de Janeiro (RJ).

Esse último emitiu o alerta sonoro em 7 de agosto. Outros avisos foram enviados por SMS nos celulares.

O aviso era sobre vendaval, que se concretizou, mesmo que com menor intensidade. Preventivamente, eventos e aulas foram suspensos em cidades fluminenses por conta do alerta. Quedas de árvores foram registradas na data, mas sem registro de feridos, de acordo com o Centro de Operações do Rio.

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