• Quinta, 13 de Agosto de 2026

Análise: Atlético-MG aumenta sequência invicta e cria "casca" para jogar como visitante

Números se destacam no pós-Copa, mesmo sem um futebol vistoso em campo

GLOBOESPORTE.COM / ANDRé RIBAS


Agustín Sant'Anna Renan Lodi Bragantino Atlético-MG — Foto: Nelson Almeida/AFP

No limite para defender e para atacar. Longe de ser bonito, mas com muitos méritos. É neste caminho que o Atlético se encontrou no pós-Copa e venceu o Bragantino por 1 a 0, em Bragança Paulista, pelo duelo de ida das oitavas de final da Sul-Americana.

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Domínguez promoveu o retorno dos jogadores considerados titulares - como Lodi, Natanael, Lyanco, Victor Hugo e Cuello - e bancou a manutenção de Reinier na vaga de Cassierra.

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A ideia foi posicionar o time compactamente e de uma forma que conseguisse chegar com poucos passes ao ataque. A marcação se destacou nos primeiros minutos, bem ajustada, e sem deixar que o Bragantino progredisse com facilidade.

Um caminho com a bola era explorar a velocidade de Cuello pelo lado direito. Everson tentou algumas ligações com o argentino. A melhor oportunidade foi por ali, quando o atacante acionou Victor Hugo aberto. O meia cortou a marcação, puxou para dentro e soltou o pé, exigindo grande defesa de Cleiton.

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O Atlético começou a se soltar mais ao ataque deu o corredor para o Lodi ocupar o espaço. O jogo ficou mais aberto e com chegadas dos dois lados. Melhor para o Massa Bruta, que ficou mais perto do gol. Herrera e Sasha finalizaram para fora.

A volta do intervalo trouxe um sintoma preocupante: um Atlético com maior dificuldade de controlar o jogo e ferir o Bragantino. Vendo isso, Domínguez mexeu e colocou Igor Gomes, Alan Minda e Cassierra.

As trocas surtiram efeito. A equipe melhorou em qualidade técnica e conseguiu mais profundidade no ataque. O suficiente para sair na frente. Igor Gomes recebeu de costas no meio, girou e fez o lançamento para Cuello. O atacante ficou na cara do gol, mas errou o domínio. Nisso, Cleiton não segurou a bola, e o argentino só teve o trabalho de empurrar para o gol.

Em vantagem, o Atlético ficou confortável para recuar e apostar nos contra-ataques para liquidar o jogo. O problema é que o time não conseguiu ativar o ataque e praticamente se defendeu até o último minuto.

O Bragantino partiu para cima na marra e colocou a bola na área. Teve volume e chances para empatar. Nesse momento, Everson mostrou importância e garantiu o resultado. Se recuperou da atuação ruim diante do Remo.

Dentro das próprias limitações, o Atlético aprendeu a jogar para ser um time mais competitivo fora de casa. A consistência é vista principalmente nos números. Já são oitenta dias sem saber o que é perder.

Vaga na Copa do Brasil, vantagem na Sul-Americana e melhor colocado no Brasileiro. Será o suficiente para o clube atingir seus objetivos no ano? É cedo para dizer, mas as vitórias ajudam nas correções e deixam o ambiente mais leve para os próximos desafios.

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