Coronel Sapucaia
Polícia considera mãe inocente e devolve bebê sequestrado à família
No início da tarde desta quinta-feira (13), a Justiça autorizou o retorno da recém-nascida para casa
ANAHI ZURUTUZA / CAMPO GRANDE NEWS
A Polícia Civil concluiu que a adolescente de 17 anos, mãe da bebê sequestrada aos 28 dias, é inocente. Na tarde desta quinta-feira (13), a Justiça autorizou o retorno da recém-nascida para casa.
A decisão encerra a dúvida sobre a participação da jovem no desaparecimento da filha, levantada durante os primeiros dias de investigação por causa das versões que surgiram sobre as circunstâncias em que a criança foi levada. A conclusão policial de que a adolescente não teve envolvimento no crime foi considerada pela Justiça para autorizar a reintegração.
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Sem qualquer posicionamento oficial da Polícia Civil, o Campo Grande News apurou que a Justiça autorizou, no começo da tarde, a reintegração da bebê à mãe após constatar a inocência da adolescente.
A recém-nascida estava sob acolhimento da rede de proteção desde que retornou a Campo Grande, na terça-feira (11). O local onde permaneceu foi mantido em sigilo por determinação da Justiça, como medida de proteção. Antes da decisão desta quinta-feira, a Vara da Infância e Juventude aguardava o avanço da investigação e novas avaliações da família para definir o destino da criança.
Na quarta-feira (12), mãe, pai e avó materna voltaram à DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) para uma nova rodada de depoimentos. A medida tinha como objetivo confrontar informações e confirmar as versões apresentadas desde o início do caso. O pai, de 21 anos, ficou aproximadamente quatro horas na delegacia e foi liberado.
O caso - As dúvidas surgiram porque, enquanto a mãe relatava ter sido atraída para uma casa com a promessa de receber R$ 100 para cuidar de outra criança e depois ter sido rendida, outras informações chegaram aos investigadores indicando a hipótese de que a bebê pudesse ter sido entregue por causa de uma dívida. A família sempre negou essa versão.
O sequestro começou na quinta-feira (7). Segundo o relato registrado pela adolescente, ela havia conhecido pela internet, ainda durante a gestação, uma mulher que inicialmente ofereceu um ensaio fotográfico para a recém-nascida. Posteriormente, a jovem teria recebido a proposta para cuidar de outra criança.
A mãe e a irmã dela, de 13 anos, foram até uma residência ligada à suspeita. Conforme a versão apresentada à polícia, durante a madrugada as adolescentes foram deixadas nas proximidades de uma área de mata na região da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Universitário, já sem a bebê.
A recém-nascida foi encontrada por volta de 1h15 de domingo (9), em uma casa de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. No imóvel estavam Alex Melo de Abreu e Suzilaine da Graça Costa, presos pelas autoridades paraguaias. O rastreamento de sinais telefônicos ajudou as forças de segurança a chegar ao endereço.
Depois do resgate, a bebê foi levada ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero. Os exames não apontaram sinais de maus-tratos. Alex e Suzilaine foram expulsos do Paraguai, entregues à PF (Polícia Federal) em Ponta Porã e posteriormente encaminhados para unidades prisionais da cidade.
A criança retornou a Campo Grande cinco dias depois de desaparecer. Até esta quinta-feira, porém, ainda não havia voltado para casa porque a Justiça aguardava a conclusão das diligências destinadas a esclarecer se alguém da família tinha participação na entrega da recém-nascida. Com a mãe descartada da investigação como envolvida no crime, a Justiça autorizou a reunião das duas.
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