• Sexta, 14 de Agosto de 2026

Bolsonarista cria furdunço ao apoiar petista para Senado

GUSTAVO BONOTTO, JHEFFERSON GAMARRA E KAMILLA ALCâNTARA / CAMPO GRANDE NEWS


Vander Loubet e Juliano Ferro em foto publicada pelo prefeito (Foto: Reprodução)

PL + PT - O prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), causou polêmica ao declarar apoio ao candidato do PT ao Senado, Vander Loubet, e passar a fazer campanha para o petista. Em uma publicação nas redes sociais, o bolsonarista deixou de lado o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), que também disputa uma das vagas ao Senado pelo partido, e colocou Vander na dobradinha ao lado do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL).

Ajudando quem ajuda - Com mais de 1 milhão de seguidores no Instagram, Juliano, conhecido como “prefeito mais louco do Brasil', afirmou que nunca escondeu a proximidade com Vander. “Todo mundo sabe da minha proximidade com o Vander. Já fiz três campanhas para ele e ao longo desses seis anos como prefeito, ele foi um grande companheiro que nós tivemos na Câmara dos Deputados', afirmou.

Porrada dos dois lados - A manifestação do prefeito, autointitulado “o mais louco do Brasil', gerou polêmica e dividiu opiniões entre os próprios apoiadores da direita em Mato Grosso do Sul. Enquanto alguns seguidores parabenizaram Juliano Ferro pela postura e pelo apoio a quem, segundo eles, ajudou o município com a destinação de emendas, outros criticaram a posição. Uma ala afirmou que o prefeito não representa o bolsonarismo e o acusou de estar se “vendendo' a um candidato ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Dia com o chefe - O candidato ao governo de MS, Fábio Trad, a candidata a vice, Gilda Maria, e os candidatos ao Senado Vander Loubet (PT) e Soraya Thronicke (PSB) participaram, nesta quinta-feira (13), das gravações de vídeos para a campanha eleitoral ao lado do presidente Lula. As gravações foram realizadas no QG do PT, no Lago Sul, em Brasília. Segundo petistas que estiveram no local, Lula estava bastante empolgado e encorajando candidatos novatos que estavam tensos durante as gravações. Foram produzidos diversos vídeos de cerca de 30 segundos com aliados do PT de diferentes estados. O encontro também rendeu uma série de fotos compartilhadas nas redes sociais pelos participantes.

Sem cara a cara - O aguardado encontro entre os ex-aliados Marquinhos Trad (PV) e Adriane Lopes (PP) na Justiça não saiu desta vez. O ex-prefeito foi ao Fórum para a audiência da ação em que acusa Adriane de calúnia e difamação, mas a prefeita não apareceu. A defesa informou que ela estava com problema de saúde e pediu que seu depoimento ficasse para depois.

Briga de Natal - A disputa começou com declarações de Adriane que relacionaram Marquinhos à contratação de manifestantes para tumultuar eventos da prefeitura durante a programação de Natal no Centro.

Três datas - Mesmo sem Adriane, a audiência seguiu sob comando do juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal Residual. Marquinhos e nove testemunhas foram ouvidos, mas ainda falta justamente a versão da prefeita. Para tentar completar a rodada, o magistrado colocou três datas à disposição da defesa e deu prazo para escolher uma delas. O processo tramita no TJMS, que enviou a primeira instância a missão de colher os depoimentos.

Fé no plano – O candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul Renato Gomes (DC) apelou para os santos no plano de governo. Na dedicatória, ele afirma confiar o trabalho e a caminhada eleitoral a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e a São Carlo Acutis, jovem italiano canonizado em 2025 pela Igreja Católica.

Mais poder – Diretores das unidades do IFMS (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul) ganharam autonomia para tocar licitações e contratações. Portaria publicada nesta quinta-feira (13) no DOU (Diário Oficial da União) permite que eles aprovem editais, homologuem resultados, autorizem dispensas de licitação e assinem contratos e aditivos.

Com responsabilidade – A caneta vem acompanhada da conta. Os diretores também passam a responder pelo controle dos limites das dispensas e por evitar o fracionamento de despesas. Obras e serviços de engenharia ficaram fora da delegação geral e continuam dependendo da participação da área técnica especializada do instituto.



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