• Quinta, 20 de Agosto de 2026
Coronel Sapucaia

PL de Kemp busca novamente corrigir desigualdades históricas enfrentadas por professores convocados

Porta-voz dos educadores e educadoras na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o deputado estadual Pedro Kemp protocolou mais um projeto de lei para garantir igualdade de direitos e reparar perdas acumuladas pelos professores convocados da rede estadual de ensino. A nova iniciativa reforça a atuação do parlamentar em defesa da proteção e da valorização desses profissionais, que hoje respondem por cerca de 70% das salas de aula do Estado. Mesmo com a mesma carga horária e titulação, os professores convocados recebem entre 45% e 51% menos do que os docentes efetivos.

Apesar de exercerem as mesmas funções e assumirem responsabilidades semelhantes às dos professores concursados, os docentes temporários enfrentam uma profunda desigualdade de direitos. Além da diferença salarial, estão submetidos a restrições e à ausência de garantias asseguradas aos servidores efetivos da rede estadual.

O foco central da proposta é assegurar isonomia, proteção e dignidade aos professores convocados, ampliando garantias já reconhecidas aos servidores efetivos.

Entre os principais pontos, o projeto estabelece o direito a oito dias de licença em razão de casamento ou luto, equiparando o período ao concedido aos servidores efetivos. A proposta também assegura a possibilidade de ausência justificada para o acompanhamento de filhos menores de 18 anos ou com deficiência em consultas e tratamentos de saúde.

Para evitar prejuízos aos profissionais, o texto ainda proíbe expressamente a aplicação de penalidades administrativas, a redução da carga horária ou a rescisão contratual em razão desses afastamentos, desde que devidamente comprovados por documentação médica.

A iniciativa de Kemp busca corrigir uma desigualdade que, segundo o parlamentar, não pode continuar sendo naturalizada: professores que desempenham as mesmas funções dentro da sala de aula não devem ser submetidos a direitos e condições de trabalho tão distintos apenas em razão do tipo de vínculo com o Estado.

O parlamentar lembrou que a garantia da isonomia salarial depende de uma decisão do Poder Executivo, mas reafirmou seu compromisso histórico com os profissionais do ensino. "Como porta-voz da categoria dos educadores e educadoras de Mato Grosso do Sul, vamos continuar ao lado de vocês, pressionando o Executivo para que essa proposta se transforme em realidade. Estamos sempre juntos nessa luta", destacou Kemp.

Foto: Giovanni Coletti



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