• Sábado, 22 de Agosto de 2026

Estudantes colocam robôs para dançar e tocar Trem do Pantanal

Vilão de minijogo Five Nights at Freddy’s foi inspiração para alunos na competição

NATáLIA OLLIVER / CAMPO GRANDE NEWS


Competição aconteceu neste sábado e contou com 56 equipes (Foto: Natália Olliver)

Estudantes colocam robôs para dançar e tocar Trem do Pantanal na etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica neste sábado (22). O evento reuniu 56 equipes e aproximadamente 350 estudantes, que participaram das modalidades de resgate e artística.

Uma das equipes que chamaram a atenção foi a PantaBox, formada por estudantes de Sidrolândia, que decidiram unir tecnologia e identidade regional. O grupo criou um robô musical capaz de tocar teclado ao som da música “Trem do Pantanal', de Almir Sater.

Lucas Guilherme Carlos da Silva, Diogo Maciel Domingues dos Santos, José Henrique Pires da Silva, de 17 anos, e Henrique Wendell de Oliveira, 15 anos, foram os responsáveis por dar vida ao projeto.

Lucas explicou que a escolha representa a origem do grupo. “Como somos do campo, temos o anseio de entender as coisas da robótica. A gente quis representar de onde nós viemos, nosso estado e nossa origem. Escolhemos uma música pantaneira, o Trem do Pantanal, do Almir Sater', afirmou.

O robô utiliza motores para controlar os movimentos do teclado, mas o desenvolvimento exigiu muita programação e ajustes.

Diogo contou que uma das maiores dificuldades foi sincronizar o equipamento com a música. “Ele usa um sistema de motores. Tivemos problema e demoramos algumas semanas para fazer, porque uma das partes mais difíceis foi conseguir fazer o BPM, a batida por minuto', explicou.

José Henrique destacou o desafio de programar todas as notas musicais. “A maior dificuldade foi pelo tempo que a música precisava tocar e a programação que iríamos usar. Cada programa usa dois motores, um para ir e outro para voltar. A maior dificuldade foi por causa das 48 notas que se repetem em loop. Foram 48 vezes três para programar isso', contou. Ele completa que o robô está programado para tocar no tempo da música acompanhado de um violão.

O robô Springtrap, inspirado no personagem do minijogo Five Nights at Freddy’s, foi desenvolvido pela equipe Lego Zone CMCG. O principal objetivo do projeto é unir tecnologia e criatividade por meio de recursos de reconhecimento facial e de áudio.

O equipamento utiliza uma câmera para identificar a quantidade de dedos levantados por uma pessoa, conseguindo realizar a contagem de até 10 dedos. Além disso, o robô também seleciona faixas de áudio que determinam os movimentos realizados durante a apresentação.

Criado para ser um robô de dança, o Springtrap foi programado para acompanhar o ritmo das músicas. “Se a música for acelerada, ele vai seguir esse ritmo; se for mais calma, ele também vai ser mais calmo', explicou a equipe.

Apesar da complexidade da proposta, o robô foi construído em aproximadamente 8 horas. Para a estrutura, os estudantes utilizaram materiais simples e criativos, como canos de PVC para formar o esqueleto do equipamento, além de peças de materiais de construção e arruelas utilizadas nos olhos.

A escolha dos materiais fez parte da proposta estética do grupo, que buscou criar uma aparência mais rústica para aproximar o robô do personagem original e, ao mesmo tempo, mostrar como a criatividade pode transformar materiais acessíveis em uma solução tecnológica.

Laura Colaço Filgueiras, de 15 anos, integrante da equipe Lego Zone CMCG, contou que o robô também foi inspirado no personagem Springtrap, do jogo Five Nights at Freddy’s. A ideia foi transformar um personagem dos games em uma criação física para a competição.

'A ideia foi trazer para a realidade um personagem que normalmente existe apenas nos jogos, criando uma versão física do vilão. Na parte mecânica, usamos uma base modelo Hunter com dois motores de vidro elétrico, um Arduino Mega, uma bateria e duas pontes H, que permitem o robô andar para frente, para trás e girar'.

Segundo ela, um dos diferenciais do robô é o motor servo do torso, que é bem potente, e as peças feitas em impressão 3D. 'A cabeça e vários suportes também foram produzidos em 3D. Depois colocamos espuma, EVA e fizemos a pintura para deixar o robô parecido com o personagem original do jogo'.

Confira a galeria de imagens:

Ela explicou que, somando todo o período de planejamento, estudos e desenvolvimento, foram cerca de 6 meses de trabalho. “Enquanto a gente não tinha material, estudava, via os códigos e essas coisas. No modelo físico mesmo, tivemos 1 mês para conseguir fazer isso', afirmou.

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