• Sábado, 29 de Agosto de 2026

Olímpico abandonado: por que antigo estádio do Grêmio ainda não foi demolido

Empresas não se posicionaram dentro de prazo estipulado para troca de chaves com a Arena, e tratativas seguem em andamento

GLOBOESPORTE.COM / RAFAEL FAVERO


Árvore cresce dentro do Olímpico — Foto: Esther Fischborn

A troca de chaves entre estádio Olímpico e Arena do Grêmio segue sem data para ocorrer. O clube aguarda definição da OAS 26 e da Karagounis sobre como e quando pretendem assumir a área do antigo estádio. O assunto foi atualizado pela gestão ao Conselho Deliberativo na última semana.

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O Grêmio garante estar apto a fazer a troca de propriedades, que foi prevista no negócio inicial da construção da Arena. Com a compra da dívida pelo empresário Marcelo Marques (dois terços) e pelo próprio clube gaúcho, a nova casa tricolor deixou de estar alienada judicialmente.

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A direção do Grêmio segue em tratativas com a OAS 26 e Karagounis, empresa vinculada à Caixa Econômica Federal. Havia um prazo de resposta para as empresas até o fim de julho sobre a implementação da permuta, o que não foi atendimento por ambas.

O Grêmio, por sua vez, afirma estar de acordo com todas as obrigações contratuais implementadas. Novos encontros entre as partes ocorreram desde então, mas sem avanços práticos.

O ge entrou em contato com a Coesa, que detém a OAS 26, e com a Karagounis. Ambas, novamente, não se manifestaram, assim como ocorreu em reportagem de setembro do ano passado.

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Futuro do Olímpico

Apenas a permuta entre clube e empresas vai dar um novo destino ao Olímpico, que segue fechado e tomado pelo mato no bairro Azenha, em Porto Alegre.

Desde a construção da Arena, a troca de chaves se tornou um imbróglio que se arrasta por dois principais motivos: as dívidas pela construção do estádio – que não existem mais – e as obras de infraestrutura no entorno do Arena, que seriam contrapartidas da OAS 26, empresa oriundo do desmembramento da antiga OAS, construtora da moderna casa gremista na zona norte de Porto Alegre.

Houve uma discussão jurídica em torno dessa última responsabilidade. O Grêmio, conforme apurou o ge, tem estabelecido que não possuiu obrigações para com essas obras. A maior parte dos investimentos cabe a OAS 26.

A empresa precisa se comprometer com a execução das obras, isto é, pagá-las. A cedência de parte do Olímpico para a prefeitura para que o poder público executasse as intervenções foi cogitada. O Ministério Público acompanha as negociações.

Depois de feita a permuta, o Olímpico deve ser demolido. A quebra das paredes começou a ser feita em 2013, mas o trabalho foi paralisado em função do entrave jurídico.

No ano passado, o ge apurou que a empresa Karagounis possuía pendências com o Grêmio, como o pagamento de multa pelo atraso na permuta – o prazo venceu em 2022 – e a destinação de vagas de estacionamento para a Arena em empreendimento próximo ao estádio.

A troca de chaves precisa ocorrer até 2034, quando termina o direito de gestão comprado por Marcelo Marques e doado ao Grêmio. Caso a permuta não seja feita até lá, OAS 26 e Karagounis seguem como proprietárias do estádio como imóvel e passam a ter a administração do local.

Mesmo com dificuldades nas tratativas, a troca de propriedades deve ocorrer antes desse prazo até porque a obrigação de permuta está vinculada à matrícula da Arena. Mesmo que o estádio seja vendido, em uma situação extrema e, por enquanto, improvável, o comprador precisará fazer a troca de chaves com o Grêmio.

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