• Sábado, 29 de Agosto de 2026

Polícia procura suspeito após mãe achar filha estrangulada na sala

Sem resposta pelo celular, mulher usou escada para entrar na casa; filho de 3 anos está com a avó paterna

KAMILA ALCâNTARA E GENIFFER VALERIANO / CAMPO GRANDE NEWS


Cara onde a vítima vivia com os filhos, no Bairro Santo Antônio em Campo Grande (Foto: Geniffer Valeriano)

A Polícia Civil iniciou buscas para localizar Aparecido de Sousa Doirado, de 46 anos, apontado como possível autor da morte de Adriele dos Santos, de 34 anos. Ela foi encontrada morta pela própria mãe na tarde deste sábado (29), dentro da residência onde morava, no Bairro Santo Antônio, em Campo Grande.

Aparecido teria deixado o imóvel com o filho de 3 anos. Um familiar que chegou ao local, porém, esclareceu que a criança está sob os cuidados da família. Adriele também era mãe de outra criança, um pouco mais velha.

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A ausência de Adriele começou a preocupar os parentes quando ela parou de responder pelo celular, algo considerado incomum. A mãe foi até a residência, na Rua Brasil Central, chamou pela filha e bateu no portão, mas não foi atendida.

Como o imóvel estava trancado, ela usou uma escada para conseguir entrar. Ao chegar à sala, encontrou a filha morta. A mulher permaneceu no endereço, bastante abalada, enquanto as equipes policiais realizavam os procedimentos.

Segundo a delegada Larissa Franco, o feminicídio é a principal linha de investigação. Após a conclusão dos trabalhos no imóvel, a equipe começou as diligências para localizar Aparecido. “Nós vamos iniciar imediatamente as diligências para localizar esse possível autor', afirmou a delegada ao deixar a residência.

A suspeita inicial é de que Adriele tenha morrido por asfixia. A perícia ainda deverá apontar se houve estrangulamento, quando algum objeto comprime o pescoço, ou esganadura, provocada diretamente pelas mãos. Segundo a delegada, não foram identificadas outras lesões aparentes no corpo. “É uma asfixia, um estrangulamento ou uma esganadura. Isso ainda vai ser confirmado pela perícia técnica', explicou.

A polícia verificou que Adriele não possuía medida protetiva contra o possível autor. Também não foram localizados registros recentes de ocorrência envolvendo os dois em situação de violência doméstica. A existência de episódios anteriores de agressão ainda será investigada com familiares.

Delegada também não confirmou se câmeras de segurança registraram o último momento em que Adriele esteve com Aparecido. As imagens ainda serão recolhidas e analisadas. A informação de que a mãe teria sido alertada pela ex-mulher do suspeito igualmente não havia sido confirmada pela Polícia Civil.

Caso a investigação confirme que Adriele foi morta por razão de gênero, ela será a 25ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul neste ano.

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