• Domingo, 30 de Agosto de 2026

Cuca diz que vitória em clássico pode mudar o Santos e mira Palmeiras: "Tudo pode acontecer"

Treinador destacou a reação apresentada pelo elenco santista na vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians, em Itaquera

GLOBOESPORTE.COM / ANA CANHEDO


Cuca em partida entre Corinthians e Santos — Foto: Marcos Ribolli

Quebra de tabu, vitória fora de casa sobre o maior rival e respiro na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. O combo do Santos neste domingo pode mudar o ano da equipe, na visão do técnico Cuca.

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Depois da vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians, em plena Neo Química Arena, o treinador destacou a reação demonstrada pelo elenco, que chegou em Itaquera com uma pesada derrota para o Palmeiras na bagagem.

– Todo mundo sentiu o jogo de quarta, foi muito ruim e não descansamos bem. Mas são homens. Eles mesmos podem reverter a situação. E aquela era outra competição. No Brasileiro, é vitória contra Vasco e Corinthians e empate contra o Mirassol. Quanto tempo não faz de duas vitórias seguidas fora? Pontos importantes – destacou.

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– Muito felizes com a partida, competitividade, com a calma, paciência, explorar característica de cada um, resiliência também faz parte do contexto. De uma forma geral, um grande jogo. Atmosfera muito difícil, muito complicada. O resultado que vínhamos de um clássico pesado nas nossas costas. Hoje, conseguimos reverter tudo isso dentro de campo – afirmou o treinador.

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O resultado conquistado fora de casa fez o Santos chegar a 29 pontos e abrir cinco de diferença para a zona de rebaixamento.

– A gente tem um ambiente muito transparente com os jogadores. Eles são os fiscais do dia a dia e sabem quem tem que jogar, e às vezes desagrada um ou outro. Algum gosta mais do que o outro, mas todos se respeitam. Fazer o máximo para não perder ninguém. Temos nos ajudado e nos escorado um no outro. Pegamos força, apanhamos calados, soubemos sofrer e hoje começamos a dar uma revirada – declarou.

De quebra, a equipe ganha corpo antes de buscar uma missão difícil: inverter a derrota de 3 a 0 no jogo de ida para o Palmeiras e buscar a vaga na semifinal da Copa do Brasil. Os dois times se enfrentam quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), na Vila Belmiro.

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– Fizemos quatro gols fora de casa e não sofremos nenhum, jogamos bem, descansar, curtir a vitória. Descansar bem, para reavaliar o grupo, ver quem está bem, desconforto, cansaço, para definir o time. No futebol tudo pode acontecer. O Palmeiras tem vantagem enorme. Temos vantagem de jogar em casa junto do nosso torcedor. Quem sabe – acrescentou o treinador.

Confira mais respostas do técnico Cuca:

Importância do resultado – Essa é a competição mais importante para nós, a prioridade, vamos respirar. Adversários encostaram, mas a gente respirou para não ficar lá embaixo na zona de perigo como estávamos.

Oliva – Eu poderia falar de muitas coisas. Um erro não colocá-lo? O Gustavinho é ótimo jogador, tem perna rápida, completa o cara que está ao lado dele. Oliva sempre foi um dos titulares nossos, jogou lá na altitude, tem entrado em todos os jogos. Não temos que penar no 11, mas sim no conjunto de 15 ou 16 que você roda para não ter lesão.

Diferença de postura em relação a quarta – Não estava acontecendo em outros jogos, foi só contra o Palmeiras e após tomar o gol. O jogo era equilibrado e até controlado por nós. Não tínhamos sofrido sustos e já era quase 30 minutos. Depois do gol, nós nos perdemos. Não me lembro de nada além do Coritiba que fizemos isso. Temos jogado igual ou melhor que os rivais.

Meio-campo – Temos rodado o elenco, a gente joga com os jogadores conforme você imagina o adversário. Temos confiança em todos eles. São jogadores importantes que vamos rodando.

Zaga e Willian Arão – Eu acho importante ter jogadores que façam mais de uma função justamente para esses momentos. Ele é um curinga, joga nessa função. Fez terceiro zagueiro na saída de jogo, fez o quinto zagueiro no final no sufoco de bolas aéreas. Existe contexto geral para escalar, bola aérea é fundamental aqui. A gente foi feliz aqui nas escolhas que fizemos.

Situação de Gustavo Henrique – Gustavo não sei onde foi a lesão dele. Vou ainda conversar com ele. Não sei se foi lesão a ponto de ter aberto, acho que não. Acho que sentiu um embolado, aviso da musculatura.

Sentimento pós-vitória – Fazia 15 anos que não ganhava aqui uma partida de Brasileiro. É muita coisa. Valorizar muito. Comemorar internamente. Ninguém se afunda quando perde e nem se vangloria quando ganha. Recuperar para fazer bom jogo na quarta-feira. Não sei que time vou escalar. Domingo tem outra final em Porto Alegre contra o Inter.

Escobar – Ele foi muito bem, contra o Palmeiras não. Quem nosso jogou bem? A maioria jogou mal. Hoje, a maioria jogou bem. Tão duro quanto o Palmeiras. Escobar é muito importante para nós. Joga quase que 100% dos minutos. Gonzaga é seu suplente, entrou e não foi tão bem. Entrou bem contra o Macará, vai ganhando corpo e espaço. Davizinho fechou corredor. Usamos bem os meninos.

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