• Quarta, 02 de Setembro de 2026

Buraco em cela leva presos à Gameleira após suspeita de fuga

Abertura foi descoberta durante troca de plantão no presídio de Bataguassu na manhã de segunda (31)

GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


Fachada do Estabelecimento Penal de Bataguassu, onde caso foi registrado. (Foto: Elenize Oliveira/Cenário MS)

Policiais penais encontraram um buraco na parede do banheiro de uma cela do Estabelecimento Penal de Bataguassu, a 310 quilômetros de Campo Grande, durante a troca de plantão na manhã de segunda-feira (31). A descoberta levantou suspeita de preparação para fuga e levou à transferência dos presos alojados no espaço para a Penitenciária da Gameleira I, na Capital.

A abertura estava na Cela 2 da Galeria A, conforme o site Cenário MS. Depois da descoberta, a direção isolou o local e determinou uma revista na unidade para verificar se havia outros pontos danificados ou sinais de preparação para a saída dos internos.

Um preso de 19 anos afirmou ter feito o buraco sozinho. Mesmo assim, todos os ocupantes da cela foram transferidos para a Gameleira I, unidade de segurança máxima de Campo Grande, enquanto o caso é apurado.

A ocorrência foi registrada nesta terça-feira (1º) em Bataguassu. A direção também pediu perícia na parede para medir a extensão dos danos e identificar de que forma a abertura foi feita. Os presos da cela e os policiais penais que estavam de serviço deverão prestar esclarecimentos.

A investigação deverá verificar se outros internos participaram da abertura e se havia um plano definido para deixar o presídio. Nenhum preso chegou a sair da unidade.

O episódio ocorre meses depois de servidores relatarem problemas no efetivo do estabelecimento. Em março, o Campo Grande News mostrou que três policiais penais ficavam responsáveis por cerca de 140 presos em determinados plantões, segundo denúncia encaminhada por um servidor.

O relato também apontava que o número podia cair para dois policiais penais durante a noite. O servidor citou sobrecarga de trabalho e riscos para a segurança da unidade diante da quantidade de presos sob responsabilidade de uma equipe reduzida.

À época, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informou que o presídio recebia internos considerados de menor grau de periculosidade e que utilizava horas extras para reforçar as equipes. A agência também afirmou que adotava medidas para manter a segurança das atividades dentro do estabelecimento.



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