Esportes
Entenda como volta de Gabi pode mudar a seleção feminina de vôlei para o Pré-Olímpico
Fora da Liga das Nações por causa de lesão, ponteira está na lista de convocadas para o Sul-Americano e tem potencial para ajudar dentro e fora de quadra; comentaristas analisam
GLOBOESPORTE.COM / JúLIO BARRETO E LUCAS ESPOGEIRO
O Brasil pode ter um reforço de peso para o Pré-Olímpico feminino de vôlei: Gabi Guimarães.
Fora da VNL por causa de lesão, a ponteira e capitã está entre as convocadas para o Sul-Americano.
Se Gabi realmente jogar, como Zé Roberto mexerá na seleção? O ge ouviu as opiniões dos comentaristas Marco Freitas e Fabi Alvim.
O Brasil pode ter um reforço de peso para o Sul-Americano feminino de vôlei. O técnico José Roberto Guimarães convocou Gabi para o torneio, que começará nesta terça-feira (8) e valerá como um Pré-Olímpico, premiando a equipe campeã com vaga nos Jogos de Los Angeles. Por causa de lesão na região lombar, a ponteira de 32 anos, capitã da seleção, não participou da Liga das Nações (VNL), mas há expectativa de que entre em quadra nesta semana, no Maracanãzinho. Caso a atleta realmente esteja apta a atuar, como Zé mexerá no time, vice-campeão da VNL há pouco mais de um mês? O ge foi atrás de respostas e ouviu os comentaristas Fabi Alvim e Marco Freitas.
A estreia do Brasil no Pré-Olímpico será diante da Venezuela, nesta terça, às 20h (de Brasília). O ge.globo acompanhará a partida em tempo real. Na sequência, a seleção enfrentará Peru (quarta), Colômbia (quinta), Chile (sábado) e Argentina (domingo). O sportv2 transmitirá todos os jogos, e TV Globo e ge tv mostrar o duelo com as argentinas.
+ Veja a tabela completa do Pré-Olímpico feminino de vôlei + Com Gabi e Sabrina, Zé Roberto define as 14 jogadoras para a disputa do Pré-Olímpico + CBV lança coleção de uniformes da seleção feminina inspirada em "As Meninas Superpoderosas"
Para Fabi, bicampeã olímpica sob o comando de Zé Roberto, o técnico dificilmente tiraria Gabi da posição de ponteira. Assim, as dúvidas caem sobre a utilização de Julia Bergmann e Ana Cristina, titulares na campanha da VNL.
– A Gabi é ponteira e não a vejo jogando em outro lugar. Penso também que ter a Aninha na saída de rede (como oposta) faz com que o bloqueio cresça para inibir as ponteiras adversárias. Dá para ter duas jogadoras derrubadoras de bola na rede, com Gabi e Aninha. Não sei exatamente o que Zé imagina para o time, mas ele tem testado cenários que me levam a crer que Gabi, Julia Bergmann e Aninha podem ser titulares juntas – opinou a comentarista.
Marco faz uma avaliação parecida. Na opinião dele, Zé trabalha com a ideia de usar Gabi e Bergmann como ponteiras na formação inicial, deslocando Ana Cristina para a posição de oposta.
– É uma tendência, porque o nível de jogo da Julia Bergman torna dificílimo tirá-la de quadra, e a Ana Cristina aparece como nossa jogadora com maior potência de definição. O voleibol feminino vem em um momento de saques muito agressivos. Assim, há necessidade de contar com uma jogadora que consiga derrubar as bolas originadas de passes ruins. A Aninha é esse nome, e o Brasil está mesmo com alguma dificuldade para firmar uma oposta titular – analisou o comentarista.
Ao longo da campanha do vice-campeonato da Liga das Nações, Zé Roberto usou duas opostas de origem: Tainara e Kisy. Mas foi Rosamaria quem terminou a competição como titular. A experiente jogadora de 32 anos é uma das peças versáteis do elenco da seleção e pode jogar também como ponteira – situação semelhante às vividas por Ana Cristina e Helena. Todas as atletas, com exceção de Kisy, estarão à disposição no Sul-Americano.
Para o Pré-Olímpico, Zé ainda convocou Sabrina, oposta que disputou a Copa Sul-Americana com a seleção B e agora ganha uma chance na equipe principal.
+ Pré-Olímpico no Maracanãzinho definirá última vaga continental no vôlei feminino; veja classificados + Nalbert cita mágoa com Bernardinho por corte, critica CBV e indica nomes para treinar o Brasil + Veja mais notícias relacionadas ao vôlei
Gabi ajuda também fora de quadra
Considerada uma das melhores jogadoras do mundo, a capitã da seleção brasileira é capaz de transformar positivamente as partidas. Mas a presença de Gabi tem um peso que extrapola os limites da quadra. Mesmo que não esteja 100% fisicamente para ajudar em quadra, a atleta pode contribuir com o elenco verde-amarelo de outras formas.
– Só a presença da Gabi entre as relacionadas já traz uma atmosfera diferente para o Brasil e para os adversários, por causa da liderança que ela exerce na seleção – apontou Fabi.
Marco Freitas concorda com a opinião da colega e destaca a importância da força mental no Pré-Olímpico. As brasileiras construíram uma hegemonia continental e se sagraram campeãs das últimas 15 edições do Sul-Americano. No Maracanãzinho, vão encarar equipes inferiores tecnicamente. Para reduzir o peso do favoritismo, devem trabalhar com tranquilidade, e Gabi aparece como figura central nessa gestão do grupo.
– Ela é referência absoluta. Virou, de fato, um ícone. Você pega as grandes ponteiras da nova geração, e todas citam a Gabi como referência. Em uma competição na qual o Brasil joga mais contra si mesmo do que contra qualquer outra equipe, é imprescindível manter o equilíbrio emocional. Por isso, se torna fundamental ter a Gabi, uma liderança acostumada a lidar com pressão. Ela pode não estar 100% em termos de ritmo, mas a figura é muito emblemática. E acho que canaliza nela um pouco dessa pressão que pode, de alguma forma, atrapalhar a seleção – comentou Marco.
Veja todas as jogadoras convocadas para o Pré-Olímpico
Levantadoras: Roberta e VivianOpostas: Sabrina e TainaraPonteiras/Opostas: Ana Cristina, Helena e RosamariaPonteiras: Gabi e Julia BergmannCentrais: Diana, Lorena e LuziaLíberos: Marcelle e Nyeme
Veja os jogos do Brasil no Pré-Olímpico
Terça-feira, 8 de setembro:
20h – Brasil x Venezuela
Quarta-feira, 9 de setembro:
20h – Brasil x Peru
Quinta-feira, 10 de setembro:
20h – Brasil x Colômbia
Sábado, 12 de setembro:
13h30 – Brasil x Chile
Domingo, 13 de setembro:
12h – Brasil x Argentina
Leia mais


Primeira página
Coronel Sapucaia
Vinte e dois mil douradenses enfrentam frio para ver desfile cívico

