• Quinta, 10 de Setembro de 2026

Fachin pede a Mendonça retirada de sigilo em caso do Banco Master

Presidente do Supremo quer abrir procedimentos, exceto diligências que ainda dependam de segredo

GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, em sessão da Corte. (Foto: Arquivo/STF)

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, pediu nesta quinta-feira (10) ao ministro André Mendonça que retire o sigilo dos procedimentos ligados ao caso Banco Master na Corte. A solicitação preserva apenas informações que ainda precisem permanecer restritas para não comprometer diligências. Fachin tomou a medida para preparar a sessão marcada para a próxima terça (15), quando os ministros discutirão a investigação que envolve Alexandre de Moraes.

O pedido alcança a investigação principal e os procedimentos derivados dela. Fachin também solicitou que todo o material relacionado ao caso seja encaminhado à presidência do Supremo e aos gabinetes dos ministros. Como Mendonça é o responsável pelo processo, cabe a ele decidir quais documentos podem ser divulgados.

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Segundo a Folha de S.Paulo, o gabinete de Mendonça informou que interpretou o pedido como relacionado principalmente ao material que será analisado pelo plenário. O ministro deve definir quais partes podem se tornar públicas e quais ainda precisam permanecer protegidas.

Decisão - A sessão extraordinária está marcada para as 10h de terça. Os ministros analisarão um relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master. Os investigadores atribuíram a Alexandre de Moraes o número que recebeu parte das mensagens.

O documento reúne 52 mensagens enviadas entre 28 de outubro e 17 de novembro de 2025, data da primeira prisão de Vorcaro. O material aponta proximidade entre o ex-banqueiro e o interlocutor identificado pela PF como Moraes. O ministro nega ter mantido contato com Vorcaro.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) também participa da discussão. O procurador-geral Paulo Gonet questionou a forma como Mendonça determinou o aprofundamento da apuração envolvendo outro integrante do Supremo e pediu que o relatório não produza efeitos.

A divulgação das mensagens abriu uma crise entre ministros da Corte. Moraes pediu uma investigação sobre a atuação de Mendonça, enquanto o próprio Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.

Fachin interveio na disputa nesta quarta-feira (9). Ele suspendeu as decisões sobre o comando da Polícia Federal, manteve os dois dirigentes nos cargos e interrompeu temporariamente a investigação conduzida por Mendonça que envolve Moraes. O presidente do STF também retirou Moraes do comando do inquérito das fake news.



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