• Sexta, 18 de Setembro de 2026

Vila Nasser vai ganhar três residenciais com 720 apartamentos

Projeto prevê 15 torres, 2,1 mil moradores, 831 vagas e obras escalonadas até 2031

GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


Mapa indica onde três torres de condomínio serão construídas na Vila Nasser. (Foto: Reprodução/Planurb)

A Vila Nasser vai ganhar três empreendimentos residenciais com 720 apartamentos em Campo Grande. O projeto será dividido em três conjuntos de 240 unidades e ocupará uma área entre quatro ruas da região norte da Capital. A proposta, divulgada no Diogrande (Diário Oficial do Município) nesta sexta-feira (18), será apresentada em audiência pública da Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano) no fim de outubro.

Cada torre terá térreo e mais cinco pavimentos, com oito apartamentos por andar. Assim, cada prédio reunirá 48 unidades e cada condomínio terá 240 moradias. Os três residenciais funcionarão de forma independente, com portarias, estacionamentos, espaços de lazer e acessos próprios.

O conjunto terá 38 mil metros quadrados de área construída. Os três terrenos possuem entre 11,4 mil e 11,6 mil metros quadrados cada e, juntos, somam 34.518,73 metros quadrados. O projeto reserva cerca de 2,2 mil metros quadrados para lazer, divididos entre 721,83 metros quadrados no primeiro condomínio, 752,51 no segundo e 728,51 no terceiro.

Também estão previstas 831 vagas entre automóveis, visitantes, motocicletas e bicicletas. São 720 espaços para carros dos moradores, 39 para visitantes e outros 72 destinados a motos e bicicletas. O estudo considera ainda que o complexo supera 38 mil metros quadrados de construção e terá 720 vagas para automóveis.

Apesar do nome Lyvo Vertical Tamandaré, nenhum dos três condomínios terá entrada direta pela Avenida Tamandaré. O primeiro terá acesso pela Rua Manoel Rodrigues Ferreira, enquanto o segundo usará a Rua Yolanda Maluf Ribeiro. A entrada do terceiro ficará na continuidade prevista da Yolanda Maluf Ribeiro.

A estimativa considera três moradores por apartamento e projeta uma população de 2.160 pessoas quando todas as unidades estiverem ocupadas. O estudo também calcula a geração diária de 2,16 toneladas de resíduos pelo empreendimento com base nessa população.

As obras deverão ocorrer em etapas durante quatro anos. O cronograma prevê o primeiro condomínio entre junho de 2027 e junho de 2030, o segundo de dezembro de 2027 a dezembro de 2030 e o terceiro de junho de 2028 a junho de 2031. Cada etapa terá duração estimada de 36 meses, com intervalo de seis meses entre o início de uma frente e outra.

O documento prevê de 70 a 90 trabalhadores em cada condomínio durante as obras. O começo de cada etapa, porém, depende da emissão da respectiva licença pela Planurb, e o próprio estudo admite alteração do calendário conforme as condições do mercado.

O estudo também revela que o projeto substitui parte de um empreendimento residencial planejado anteriormente para a mesma área. A proposta original da Lyvo previa duas fases de condomínios horizontais, com 407 unidades no total, e já havia recebido diretrizes urbanísticas da Prefeitura. A empresa decidiu manter a primeira etapa e trocar a segunda fase, antes formada por casas, pelos três condomínios verticais com 720 apartamentos.

O projeto é voltado, segundo informações preliminares apresentadas pela empresa no estudo, a famílias com renda mensal bruta estimada entre R$ 3,2 mil e R$ 5 mil. O EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança) não enquadra as unidades em programa habitacional específico, mas delimita essa faixa como público-alvo dos apartamentos.



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