Coronel Sapucaia
Receita Federal retém 15 toneladas de solvente usado no refino de cocaína
Volume permitiria processar 30 toneladas da droga, aponta o órgão; fiscalização ocorreu hoje (20), em Corumbá
MYLENA FRAIHA / CAMPO GRANDE NEWS
Carreta com aproximadamente 15 toneladas de acetato de etila foi retida durante fiscalização realizada na região de fronteira entre Corumbá e a Bolívia, na manhã deste domingo (20). O produto químico possui aplicações industriais, mas também pode ser utilizado no processo de refino da cocaína.
A abordagem ocorreu por volta das 8h30 e reuniu equipes da Receita Federal e da Polícia Federal. Segundo os órgãos, a carga transportada não correspondia à especificação registrada na nota fiscal.
- Leia Também
- Policiais penais encontram drogas e 52 chips dentro de marmitas em presídio
O veículo, o produto e o motorista foram encaminhados à unidade da Polícia Federal em Corumbá. A eventual ocorrência de crime e as circunstâncias do transporte ainda serão analisadas. Não foi informado se o condutor permaneceu detido.
Conhecido como “solvente nobre', o acetato de etila pode ser empregado na transformação da cocaína-base em cloridrato de cocaína, forma em que a droga costuma ser comercializada para consumo.
Conforme estimativa apresentada pela Receita Federal, traficantes utilizariam, em média, um litro do produto químico para cada dois quilos de cocaína processada. A partir dessa proporção e da concentração encontrada, os agentes calculam que a carga poderia ser empregada na produção de aproximadamente 30 toneladas da droga. A estimativa não significa, contudo, que havia cocaína junto ao carregamento.
Participaram da fiscalização servidores do GRVR (Grupo Regional de Vigilância e Repressão) da 1ª Região Fiscal, além de equipes especializadas e policiais federais lotados em Corumbá.
A Receita Federal afirmou que tem ampliado o monitoramento de precursores químicos na fronteira diante de tentativas recorrentes de circulação irregular dessas substâncias. A fiscalização busca impedir que produtos de uso permitido sejam desviados para laboratórios ligados ao narcotráfico.
Os órgãos não informaram a origem e o destino declarados da carga, a identificação da empresa responsável pelo transporte nem o local exato da abordagem. O caso permanece sob investigação da Polícia Federal.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.
Leia mais


Primeira página

