• Quarta, 30 de Setembro de 2026

Conselho aprova contrato com a Ticketmaster, e São Paulo vai receber R$ 140 milhões

Empresa assumirá a gestão de ingressos do Morumbis e do plano de sócio-torcedor e fará empréstimo ao clube, que vive grave crise financeira

GLOBOESPORTE.COM / BRUNO GIUFRIDA


Morumbis, estádio do São Paulo — Foto: Marcos Ribolli

O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou o acordo por 184 votos a 44. A redução da multa rescisória para R$ 14 milhões foi decisiva para a aprovação.

O clube receberá R$ 140 milhões. São R$ 30 milhões assim que assinar o contrato e mais R$ 110 milhões (em três parcelas) em até 45 dias após a assinatura.

O valor será determinante para o São Paulo pagar os atrasados ao elenco. São quatro meses de atraso nos direitos de imagem.

O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou nesta quarta-feira o contrato com a Ticketmaster. Agora, o clube vai assinar o acordo de cinco anos com a nova gestora de ingressos do Morumbis e do plano de sócio-torcedor e receberá R$ 140 milhões.

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A votação começou na última terça, depois de reunião no Conselho Deliberativo, e terminou no fim da tarde desta quarta. Os conselheiros aprovaram o contrato por 184 votos a 44. Uma diminuição na multa contratual para rescindir o contrato com a Ticketmaster, de R$ 25 milhões para R$ 14 milhões, foi decisiva na aprovação.

O São Paulo tratou a aprovação do acordo com a Ticketmaster como prioridade nas últimas semanas, principalmente por causa dos valores que vai receber.

O principal motivo pelo qual o São Paulo tinha pressa para aprovar o contrato com a Ticketmaster é a antecipação de R$ 110 milhões. O acordo prevê que o clube receberá o valor em até 45 dias depois da assinatura, em três parcelas.

Trata-se de um empréstimo, que será devolvido à empresa em cinco anos, com taxa de juros seguindo o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) mais 1,99%.

A parceria com a Ticketmaster também inclui a gestão do camarote 29A do Morumbis por cinco anos. A empresa pagará R$ 30 milhões, logo depois da assinatura do contrato, para ter o direito de gerir o espaço em shows e jogos.

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Nas últimas semanas, o São Paulo tratou, publicamente, a aprovação do contrato com a Ticketmaster como a única solução para quitar dívidas que tem com o elenco. Ao atrasar os salários dos jogadores, no início deste mês, inclusive, o clube culpou a demora para o assunto ser debatido no Conselho Deliberativo.

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Dias antes, o São Paulo havia descumprido um acordo com o elenco, o de quitar direitos de imagem atrasados até o fim de agosto. A diretoria também havia condicionado esse pagamento à aprovação do contrato com a Ticketmaster. Um novo prazo foi estipulado: o fim deste mês, justamente quando o documento será votado.

Os detalhes do contrato com a Ticketmaster

Nos últimos meses, o São Paulo abriu um processo de licitação para escolher qual seria a sua nova gestora de ingressos. A proposta da Ticketmaster foi escolhida, principalmente pelos valores que serão repassados ao clube imediatamente ou num futuro próximo.

Os R$ 110 milhões serão uma espécie de empréstimo da Ticketmaster ao São Paulo. E o clube precisará devolver esses valores a partir da renda obtida com jogos no Morumbis, com um limite de R$ 1,8 milhão ao mês.

Num mês em que o clube arrecadar R$ 10 milhões, por exemplo, de renda líquida, “apenas' R$ 1,8 milhão será devolvido à Ticketmaster. Isso também vai acontecer, porém, em meses sem arrecadação, como foi durante a Copa do Mundo deste ano.

No acordo com a Ticketmaster, o São Paulo também vai receber R$ 6 milhões para usar com a reforma do Museu São Paulo.

Para cuidar da venda de ingressos do São Paulo, a Ticketmaster cobrará uma taxa de administração de até 10% por ingresso (8% se for entrada física, não digital). A taxa do sócio-torcedor também será de 8% por associado.

Sócio-torcedor

Foi incluída na negociação entre São Paulo e Ticketmaster, também, a gestão do sócio-torcedor. Hoje, o serviço é administrado por uma outra empresa, a Feng. O clube entende que será benéfico para os torcedores ter a mesma gestora.

O São Paulo também calcula que o custo total dessas duas operações juntas (ingressos e sócio-torcedor) será menor, porque hoje os serviços são feitos por duas empresas diferentes, que geram custos diferentes ao clube.

Para rescindir com a Feng, o clube deve pagar aproximadamente R$ 3,7 milhões.

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