• Terça, 13 de Outubro de 2026

Santos sofre mais três transfer bans e pode ter nova punição por caso Yusupha Njie

Clube tem, neste momento, sete sanções válidas na Fifa; os últimos registros são relacionados ao mecanismo de solidariedade da entidade

GLOBOESPORTE.COM / BRUNO CASSUCCI E BRUNO GUTIERREZ


Marcelo Teixeira presidente do Santos — Foto: Marcos Ribolli

O Santos recebeu mais três transfer bans da Fifa e agora totaliza sete punições. Os novos registros são por dívidas relacionadas ao mecanismo de solidariedade da entidade.

Em um dos casos, o Santos deve 55 mil dólares (cerca de R$ 275 mil). Já os outros dois casos somam 120 mil euros (cerca de R$ 671 mil).

O clube ainda corre o risco sofrer uma nova punição porque a Corte Arbitral do Esporte (CAS/TAS) referendou a decisão da Fifa, que condenou o Santos por uma dívida de cerca de R$ 2,2 milhões com Al-Markhiya, do Catar, pela contratação do atacante Yusupha Njie.

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Por causa das punições relacionadas ao mecanismo de solidariedade, o Santos está proibido de contratar novos jogadores até quitar os valores. O clube, porém, já estava impossibilitado de registrar novos atletas por até três janelas por causa da dívida com o técnico Pedro Caixinha.

Na última semana, o Santos foi punido com quatro transfer bans por conta de dívidas com o treinador português e seus três auxiliares. Neste caso, o clube deve um valor superior a R$ 15 milhões.

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Caso Yusupha

A Corte Arbitral do Esporte julgou, em setembro, o caso envolvendo o empréstimo de Yusupha Njie ao Santos. A decisão foi publicada na última segunda-feira, no site da corte. O atacante de Gâmbia foi cedido ao clube pelo Al-Markhiya, do Catar, durante o segundo semestre de 2024. Ele permaneceu por quatro meses no Santos, mas sem ter entrado em campo.

O Al-Markhiya cobrava o valor 350 mil euros (cerca de R$ 1,9 milhão) pelo empréstimo de Njie. O atacante havia sido cedido até junho de 2025, mas, no fim de 2024, o clube optou por encerrar o vínculo e devolveu o atacante para a equipe catari.

No acordo de rescisão, os clubes acertaram que os brasileiros deveriam pagar sete parcelas de 50 mil euros (cerca de R$ 292,7 mil), a serem quitadas entre janeiro e julho do ano passado. Porém, o Santos não pagou nenhuma.

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No pedido feito à Fifa, o Al-Markhiya cobrou o valor integral da dívida, além de 10% de multa ao ano por cada parcela atrasada e outros 10% de multa do valor total por conta de cláusulas estipuladas no acordo de rescisão.

O Santos reconheceu a dívida e alegou dificuldades financeiras para honrar o acordo. O clube pediu abatimento de 5% do valor, que seria referente ao mecanismo de solidariedade da Fifa. O clube brasileiro também solicitou a redução da porcentagem da multa, de 10% para 5%, por considerar que a porcentagem inicial excedia os padrões de contratos internacionais.

Na decisão, o juiz aceitou parcialmente o pedido do Al-Markhiya e reduziu o valor da dívida de 350 mil euros para 332,5 mil euros (R$ 1,8 milhão), por acatar a alegação do Santos sobre o desconto referente ao mecanismo de solidariedade. As multas foram mantidas.

Desta forma, o valor total da dívida, com as multas inclusas, ficou em 399 mil euros (cerca de R$ 2,2 milhões). Além disso, a Fifa também determinou que Santos arque integralmente com as custas processuais, no valor de 25 mil dólares (cerca de R$ 140 mil).

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