• Quinta, 22 de Outubro de 2026

Consórcio e Prefeitura dividem operação para tapar 3 mil buracos por dia

Estrutura reúne 5 empresas credenciadas pela entidade e outras 7 frentes próprias da Sisep

MYLENA FRAIHA / CAMPO GRANDE NEWS


Usina de asfalto que pegou fogo em Campo Grande em 2024 (Foto: Osmar Veiga/Arquivo).

Para atingir a meta anunciada de até 3 mil reparos por dia nas ruas de Campo Grande, a Prefeitura reúne equipes de 5 empresas credenciadas pelo Consórcio Central e outras sete frentes municipais, entre próprias e contratadas. Segundo a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), a capacidade considera o trabalho conjunto das 12 equipes distribuídas pelas sete regiões da Capital.

Ao Campo Grande News, o diretor-executivo do Consórcio Central, Vanderlei Bispo, explicou que as cinco empresas vinculadas à entidade não conseguem, sozinhas, executar esse volume de reparos. A operação também depende das demais frentes mobilizadas pelo município.

“Além das nossas credenciadas, o André está trabalhando com uma empresa chamada RR, que tem diversas frentes, e com duas equipes próprias', afirmou, em referência ao secretário da Sisep, André Brandão.

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A secretaria confirmou que a capacidade anunciada considera a soma das estruturas. Os 3 mil reparos representam a capacidade diária declarada pela administração, e não um balanço de buracos efetivamente tapados.

Segundo a Prefeitura, a operação passou de duas equipes, em junho, para sete e, posteriormente, para 12. Com a ampliação, a capacidade informada subiu de 1.600 para até 3 mil reparos diários.

A expansão está vinculada ao credenciamento de cinco empresas pelo Consórcio Central, o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul. Conforme o município, os contratos somam R$ 46,3 milhões e têm vigência de um ano.

Bispo informou que há outras dez empresas credenciadas na lista de espera. A convocação depende da disponibilidade financeira do município para custear os serviços e os insumos utilizados. “A questão é financeira. Para trabalhar, tem que ter dinheiro para pagar os serviços e os insumos que elas vão consumir', declarou.

O diretor disse ter conversado com André Brandão sobre a possibilidade de ampliar a participação das credenciadas em novembro. Na avaliação dele, outras cinco empresas, somadas à estrutura atual, permitiriam alcançar o volume de 3 mil reparos diários.

“Se colocássemos mais cinco empresas hoje, somadas às que já estão trabalhando, chegaríamos a esse número de reparos que você está falando', afirmou. A Sisep sustenta que as 12 equipes já mobilizadas têm capacidade para executar esse total.

Segundo Bispo, o credenciamento permanece aberto, e novas interessadas podem ingressar na lista de espera por ordem de protocolo. Cada contrato das prestadoras em atuação tem limite aproximado de R$ 4 milhões em serviços. Quando esse valor é atingido, a próxima empresa da fila é chamada.

Produção acompanha demanda - O consórcio também fornece o CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente), utilizado no tapa-buraco. Segundo Bispo, os pedidos da Sisep chegam a aproximadamente 200 toneladas diárias, enquanto a usina tem condições de produzir entre 600 e 700 toneladas por dia sem sobrecarregar a estrutura e os trabalhadores.

A capacidade nominal é de 120 toneladas por hora. “Não estamos produzindo com força total porque não há demanda para isso', explicou.

Conforme o diretor, o volume acompanha a capacidade de aplicação das equipes nas ruas. Cada equipe consegue utilizar entre 18 e 30 toneladas por dia, dependendo do efetivo de trabalhadores.

Atualmente, a demanda da Sisep é destinada ao tapa-buraco. Uma futura utilização da massa asfáltica em recapeamento, segundo ele, aumentaria o consumo.

Bispo estima que os pedidos possam se aproximar de 300 toneladas diárias na semana seguinte à entrevista, com condições climáticas favoráveis e reforço de pessoal nas equipes existentes. “Não vamos aumentar o número de equipes neste primeiro momento. Vamos fortalecer as que já existem, dentro dos contratos que elas têm', disse.

Insumos disponíveis - Bispo também negou falta de insumos na usina. O vereador Maicon Nogueira (PP) afirmou, após visita ao local, que a estrutura estaria operando com menos de 10% da capacidade por insuficiência de matéria-prima.

Segundo o diretor, o abastecimento é organizado conforme os pedidos, especialmente pelo custo do CAP, o cimento asfáltico de petróleo utilizado na fabricação da massa. “A usina tem todas as matérias-primas necessárias para trabalhar. A gente não compra matéria-prima para deixar estocada', afirmou.

Conforme Bispo, cada tonelada produzida utiliza 950 quilos de agregados de pedra e 50 quilos de CAP. O material é fornecido às empresas credenciadas e às equipes próprias da Sisep.

Nos mutirões de sábado, a Prefeitura informa aplicação média de 120 toneladas de massa asfáltica por edição. Esse volume se refere especificamente às ações de fim de semana. Depois dos mutirões, uma equipe permanece na região atendida para concluir os trabalhos durante a semana seguinte.

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