• Quinta, 22 de Outubro de 2026

Braço-direito de “Macho” é preso em nova operação contra o tráfico

Apontado como homem de confiança do criminoso, “Nacho' transmitia ordens e coordenava contatos

GUSTAVO BONOTTO E HELIO DE FREITAS, DE DOURADOS / CAMPO GRANDE NEWS


José Ignacio Hermoza Ledesma, conhecido como “Nacho', preso nesta quinta-feira (22). (Foto: Reprodução)

José Ignacio Hermoza Ledesma, conhecido como “Nacho', apontado como braço direito do narcotraficante Felipe Santiago Acosta Riveros, o “Macho', foi preso nesta quinta-feira (22), em uma propriedade rural na Colônia Americana, distrito de Corpus Christi, no Paraguai, a cerca de 37 quilômetros da fronteira com Mato Grosso do Sul. Segundo a Senad (Secretaria Nacional Antidrogas), ele era responsável por transmitir ordens do chefe da organização criminosa a outros integrantes do grupo e intermediar contatos com lideranças indígenas da região.

Conforme a investigação, qualquer pessoa que precisasse falar com “Macho' deveria procurar primeiro “Nacho'. O suspeito também repassava determinações do traficante a colaboradores responsáveis pelo transporte de drogas, armas e outros serviços. A agência paraguaia aponta que ele mantinha contato com lideranças de comunidades indígenas de San Miguel e Colônia Americana, ambas em Corpus Christi.

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A prisão ocorreu durante uma operação conjunta da Senad e do CODI (Comando de Operações de Defesa Interna), com participação de equipes especializadas. Dois celulares foram apreendidos na propriedade e serão analisados pelos investigadores. O preso deverá ser transferido para Assunção, capital paraguaia.

Caçada - A captura é mais um desdobramento da Operação Ignis, iniciada em dezembro de 2023 para desarticular a organização de “Macho', considerada uma das mais violentas do Paraguai. Na primeira ofensiva, realizada na região de Salto del Guairá, nove integrantes do grupo morreram em confronto com agentes de segurança e outros dez foram presos. O principal alvo conseguiu escapar.

Entre os detidos estava o brasileiro Ricardo Luiz Picolotto, conhecido como “R7', apontado como sócio do traficante e responsável pelo fornecimento de armas ao PCC (Primeiro Comando da Capital). A investigação revelou que o grupo utilizava caminhonetes de luxo, caminhões e escoltas com dezenas de homens armados para proteger carregamentos destinados ao Brasil.

A organização também mantinha bases em propriedades rurais de Canindeyú, região próxima aos municípios sul-mato-grossenses de Paranhos, Sete Quedas e Mundo Novo. Em uma das operações, os investigadores encontraram pistas clandestinas, depósitos e imóveis utilizados para atividades criminosas. O esquema tinha ligações com o tráfico de drogas e armas, além de extorsões e assassinatos por encomenda.

Desde então, autoridades paraguaias realizaram sucessivas operações contra o grupo. Em dezembro de 2024, uma ação resultou na apreensão de 57 toneladas de maconha. Em agosto deste ano, outra ofensiva atingiu integrantes da organização, com prisões e apreensão de armas. No mês seguinte, o ex-vereador Juan Antonio Villalba Cardozo, sogro de “Macho', foi preso por suspeita de envolvimento com a quadrilha.

Apesar das prisões e apreensões, Felipe Santiago Acosta Riveros continua foragido.



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